[Arquivo] Paula Martins - CCPL - FOTO ©BOM DIA / Todos os Direitos de autor reservados

A dirigente associativa Paula Martins e o advogado e conselheiro das comunidades, João Verdades, vão liderar uma direcção interina como presidente e vice-presidente, respectivamente, com o objectivo de ‘salvar e salvaguardar’ o futuro da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL).

A decisão foi tomada no passado sábado (17) durante uma reunião do Conselho da CCPL para tentar encontrar uma solução que permita a continuidade da confederação, depois da demissão da presidente Elisabete Soares.

A solução “de recurso” foi encontrada depois de não ter sido apresentada nenhuma lista durante a reunião do Conselho.

“Não foi apresentada nenhuma lista candidata à direcção da CCPL, pelo que tivemos que avançar para esta situação de recurso. É uma direcção interina para levar a CCPL até ao próximo Congresso”, disse, ao LUX24, Paula Martins, que interinamente assume a presidência da confederação, coadjuvada por João Verdades.

Devido à falta de quórum (houve apenas 17 votos, quando o mínimo é 20) a mesa da Assembleia Geral seguiu os estatutos e não legitimou a nova direcção interina pelo que foi agendada nova reunião, para 19 de maio.

Nesse novo encontro esta solução interina será validada, bem como será escolhida a COC (comissão organizadora do congresso) e definida a data do próximo Congresso.

Paula Martins reafirma que é “urgente” encontrar uma solução que impeça a dissolução da CCPL.

O pedido de demissão de Elisabete Soares e de outros elementos da direcção foram efectivados no passado dia 25 de fevereiro, num conselho extraordinário que decorreu na União Desportiva de Wormeldange e em online, por causa da Covid-19, deixando a confederação à deriva.

“Estamos no bom caminho para conseguirmos evitar o fim da CCPL”, analisa Paula Martins.

De acordo com a dirigente, a CCPL continua a trabalhar no sentido de resolver todas as dívidas (que no último mês rondavam os cerca de 20 mil euros).

Paula Martins revelou que, de acordo com as contas dos últimos três anos, a CCPL, entre dívidas e verbas a receber (nomeadamente do Projecto PILAR financiado no âmbito do Programa Escolhas do Estado português), ficará com um saldo positivo de 15.000 euros.

ND // ND

Publicidade
Falhas, erros, imprecisões, sugestões?
Por favor fale connosco.
Publicidade