Protesters hold signs with portraits demanding the release of detained Myanmar leader Aung San Suu Kyi during a demonstration against the military coup in Yangon on February 9, 2021. (Photo by SAI AUNG MAIN / AFP)

A central sindical OGBL expressou, hoje, em comunicado a sua “solidariedade” com a população de Mianmar (antiga Birmânia) após o golpe de Estado naquela nação do sudeste asiático e pede ao Governo do Luxemburgo “para agir”.

“Após a tomada do poder pelos militares em Mianmar, a OGBL expressa a sua profunda indignação e exorta o Governo do Luxemburgo a condenar publicamente o golpe de Estado e a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para impedir o sucesso do mesmo, garantir a libertação dos detidos e pôr fim à violência e assédio da população. Os responsáveis ​​por este golpe devem ser isolados”, exige a OGBL.

Nesse sentido, a maior central sindical do país escreveu ao ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Jean Asselborn.

De acordo com as reivindicações da Confederação Sindical Internacional (CSI) dirigidas às instituições internacionais, a OGBL apela ao governo do Luxemburgo para se juntar ao movimento de solidariedade ao lado de todos os governos do mundo a fim, em particular, de:

– condenar publicamente o golpe em Mianmar;
– não reconhecer ou apoiar a junta militar;
– aplicar sanções económicas abrangentes para paralisar todas as fontes de rendimento dos militares;
– identificar as cadeias de abastecimento de empresas em mãos militares, a fim de poder aplicar totalmente as sanções económicas;
– pedir às empresas sedeadas no Luxemburgo, que operam ou compram em Mianmar, para apoiar os trabalhadores, onde as actividades foram reduzidas, e para ajudar e proteger os trabalhadores que se opõem ao golpe.

“Após 30 anos de ditadura militar em Mianmar, a OGBL exorta o governo do Luxemburgo a mostrar solidariedade ao povo de Mianmar, pedindo que seja garantido que “o voto popular seja respeitado e que todos os políticos democraticamente eleitos possam formar um governo legítimo”, apela a OGBL, que endereçou igualmente uma missiva ao Embaixador de Mianmar creditado para o Luxemburgo, manifestando “solidariedade” com o povo e os trabalhadores de Mianmar e de “homenagem à sua coragem” por enfrentarem a tomada de poder pelo exército.

Os militares de Mianmar anunciaram no início do mês que tomaram o poder no país asiático, depois de prenderem a chefe de governo Aung San Suu Kyi e outros membros do seu partido, que estava no comando do governo.

Em comunicado transmitido pela emissora de televisão militar, eles afirmaram que toda autoridade foi dada ao comandante do Exército, Min Aung Hlaing, e declararam estado de emergência no país por um período de um ano.

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