A direção da RTL não concordou com a proposta de plano social, apresentado pela central sindical OGBL, sobre as condições de despedimento dos 94 trabalhadores do grupo audiovisual com sede no Luxemburgo e abandonou as negociações, declarando o fracasso das mesmas.

Após oito rondas negociais entre a delegação do pessoal e a OGBL, por um lado, e a direção de RTL Group S.A., não há ainda um plano social para os 94 trabalhadores que a RTL Group SA quer dispensar no Luxemburgo.

“Os representantes dos trabalhadores exigiram nomeadamente compensações que deverão ter em conta o lucro recorde de 443 milhões de euros que o grupo RTL registou no primeiro semestre de 2019. Ao contrário da declaração pública de Thomas Rabe, CEO do grupo RTL, que diz ter sido generoso com os trabalhadores despedidos, a administração recusou qualquer generosidade durante as negociações e invocou “as práticas de mercado””, refere um comunicado da central sindical OGBL.

“A campanha de digitalização lançada em setembro de 2019 pelo grupo Bertelsmann, principal acionista do grupo RTL, parece quase uma farsa: a empresa promove a ideia da digitalização como uma oportunidade, concedendo bolsas de estudo gratuitas, mas ao mesmo tempo, como parte da digitalização da empresa que, recorde-se, é financiada pelo Estado luxemburguês, a empresa coloca no desemprego trabalhadores altamente qualificados”, refere ainda o mesmo documento da central sindical.

RTL GROUP S.A. : FRACASSO DAS NEGOCIAÇÕES PARA O PLANO SOCIAL Após oito rondas de negociações entre a delegação do…

Publiée par OGBL Sindicato Número 1 no Luxemburgo sur Mercredi 30 octobre 2019

 

Segundo a OGBL, um “acordo secreto” assinado em 31 de março de 2017 regula, entre outras coisas, o estabelecimento da sede do Grupo RTL no Luxemburgo. Os centros de decisão estão localizados no seio do grupo RTL, de onde 94 de um total de 112 empregados (84%) vão ser despedidos.

“Uma vez que a sede do grupo se situa no Luxemburgo, restará apenas uma concha vazia: alguns departamentos deverão funcionar com um trabalhador, outros desaparecerão completamente do Luxemburgo. Isto está em acordo com a convenção assinada com o Estado? Porque razão este acordo é secreto e nem é sequer acessível aos eurodeputados?”, questiona a maior central sindical luxemburguesa.

Numa carta oficial, a OGBL solicitou ao Governo luxemburguês e às outras partes signatárias para tornarem “imediatamente públicas as cláusulas classificadas da referida convenção”. O processo de despedimentos “deve ser interrompido imediatamente se não estiver em conformidade com o acordo”.

A solução para garantir os direitos dos trabalhadores que a RTL prevê dispensar deverá, agora, ser discutida em sede de conciliação.

“A OGBL não assinará um mau plano social e exige que a direção do RTL Group S.A., e em especial do grupo Bertelsmann, ponha finalmente em prática a tão anunciada generosidade”, remata o comunicado da OGBL.

A RTL lamenta a falha das negociações e garantiu, em comunicado, que irá “informar os funcionários sobre os próximos passos e sobre a última proposta do Grupo RTL para o plano social que consideramos justa”.

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