A Grã-Duquesa Maria Teresa

Medo, pressões e demissões. É este o estado de espírito que se vive no seio da Corte Grã-Ducal do Luxemburgo, de acordo com o relatório explosivo, elaborado por Jeannot Waringo, sobre a gestão e política de contratação da Corte luxemburguesa.

De acordo com a RTL, o relatório revela que, de 2014 a 2019, cerca de 50 funcionários foram demitidos, renunciaram ou deixaram de trabalhar para a família grã-ducal. E o número não inclui o pessoal que partiu para a reforma.

O relatório foi publicado e divulgado esta manhã:

No documento, solicitado pelo primeiro-ministro Xavier Bettel, os actuais e e ex-funcionários que falaram com Jeannot Waringo denunciam um ambiente de “medo” de represálias.

O relatório tece duras acusações à Grã-Duquesa referindo que ninguém “tem controlo” sobre Maria Teresa, que esta faz “o que quer” e sem que ninguém se atreva a “confrontá-la”.

O teor do documento polémico foi revelado parcialmente pelo Lëtzebuerger Land, que refere que a Grã-Duquesa tem total liberdade para “fazer o que bem entende” na Casa Real.

As acusações feitas no relatório já motivaram uma reacção do Grão-Duque Henri que, no passado dia 26, saiu em defesa da esposa, através de uma carta em que lamenta a “injustiça” das acusações feitas à Grã-Duquesa Maria Teresa, no âmbito do relatório de Jeannot Waringo sobre a gestão do pessoal da Corte Grã-Ducal.

Entretanto a Corte grã-ducal reagiu ao relatório garantindo que “numa perspectiva de transparência e modernização”, vai contribuir “de forma construtiva” para pôr em prática as melhorias propostas por Jeannot Waringo.

O relatório Waringo foi apresentado esta manhã pelo primeiro-ministro Xavier Bettel durante o Conselho de Ministros.

Depois será entregue ao presidente do Parlamento, Fernand Etgen, para ser analisado e debatido pelos deputados nas próximas semanas.

 

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