Ana Lopes e o ex-companheiro, Marco Silva, que a terá assassinado - Foto Facebook

O imigrante português no Luxemburgo, Marco Silva, foi hoje considerado culpado pelo assassinato da ex-companheira Ana Lopes, sendo condenado a prisão perpétua pelo Tribunal do Luxemburgo.

Eram 09:10 quando o tribunal luxemburguês considerou que Marco Silva, o único suspeito do crime horrendo, foi o autor da morte de Ana Lopes em janeiro de 2017.

A leitura da sentença foi rápida, demorando cerca de 5 minutos.

Para além da pena de prisão perpétua, Marco Silva foi ainda condenado ao pagamento de várias indeminizações: 100 mil euros aos pais de Ana Lopes, 25 mil à irmã e 100 mil ao filho em comum com Ana Lopes.

Na leitura da sentença, o Tribunal do Luxemburgo condenou Marco Silva a prisão perpétua, considerando que foi o “mentor” e “autor” do crime horrendo, que o mesmo “premeditou”.

O colectivo de juízes considerou ainda que o alibi de Marco Silva foi “pouco credível”, assim como o depoimento contraditório de várias testemunhas durante o julgamento.

Marisa Roberto, advogada da família da vítima, mostrou-se satisfeita com a sentença.

Já Gennaro Pietropaolo, um dos advogados de defesa, diz que Marco da Silva deverá recorrer da sentença.

Natural de Viseu, Marco Silva, de 32 anos (celebra 33 em fevereiro), sempre declarou estar inocente, mas, devido aos fortes indícios de ser o autor do crime, está há cerca de três anos e meio detido no Centro Penitenciário de Schrassig, no Luxemburgo. E é lá que vai continuar nos próximos anos.

A pena de prisão perpétua no Luxemburgo permite que, após análise individual de cada caso, os presos possam sair em liberdade condicional após terem cumprido um mínimo de 15 anos de pena. Contudo, uma pessoa condenada a prisão perpétua no Luxemburgo pode mesmo acabar os dias na prisão.

No passado dia 26 de novembro de 2020, o Ministério Público do Luxemburgo tinha pedido uma pena de prisão perpétua para Marco Silva. Nas alegações finais, o Ministério Público (MP) pediu a pena máxima para o ex-companheiro de Ana Lopes, que sempre refutou as acusações. Já a defesa de Marco Silva pediu a absolvição do seu cliente “por falta de provas”.

O MP sustentou a sua crença nas provas periciais e nas incongruências nos depoimentos das testemunhas.

Um dos momentos “marcantes” do julgamento foi quando o procurador do MP disse Marco Silva matou a ex-companheira “três vezes”: Quando lhe tirou a vida, segundo quando deitou fogo ao carro onde estava a vítima e, uma terceira vez, quando tentou denegrir a imagem de Ana Lopes, acusando a mesma de “andar metida na droga e na má vida”.

MARCO SILVA foi considerado culpado de ter ASSASSINADO E QUEIMADO O CORPO DA EX-COMPANHEIRA, A PORTUGUESA ANA LOPES, NATURAL DE SEIA, NO CRIME LEVADO A CABO DE 15 PARA 16 DE JANEIRO DE 2017, ENTRE O LUXEMBURGO E FRANÇA.

A portuguesa Ana Lopes assassinada no Luxemburgo em Janeiro de 2017 – FOTO: Facebook

julgamento deste caso mediático começou no dia 10 de março no Tribunal do Luxemburgo, mas foi interrompido apenas quatro dias depois, devido às imposições governamentais relacionadas com a crise pandémica do Covid-19 no Luxemburgo.

Durante as sessões que foram realizadas nesses quatro dias, Marco Silva negou todas as acusações de que foi acusado.

O julgamento retomou no passado dia 10 de Novembro, num total de 12 sessões.

O crime de Ana Lopes em janeiro de 2017 chocou toda a comunidade portuguesa residente no Luxemburgo pela brutalidade dos factos em que terá ocorrido.

A jovem, na altura dos factos com 25 anos de idade, residente em Bonnevoie, desapareceu em 15 de Janeiro de 2017 e o seu corpo foi encontrado, dois dias depois, carbonizado dentro do seu próprio carro.

Local onde foi encontrada a viatura incendiada com o corpo de Ana Lopes, nos arredores de Roussy-le-Village, França, perto da fronteira com o Luxemburgo – FOTO PAULO DÂMASO/LUX24

A viatura foi incendiada numa zona de terra batida e arvoredo em território francês, em Roussy-le-Village, perto da fronteira com o Luxemburgo.

Os testes de ADN ao corpo carbonizado de mulher que se encontrava no interior do veículo confirmaram ser Ana Lopes.

Marco Silva, de 32 anos, foi preso poucas semanas após a morte de Ana Lopes, de quem tem um filho comum, de 5 anos.

Paulo Dâmaso // ND // LUX24

Publicidade
Falhas, erros, imprecisões, sugestões?
Por favor fale connosco.
Publicidade