ArcelorMittal - Dudelange - FOTO DR/ OBGL

A gigante mundial do aço ArcelorMittal, com sede no Luxemburgo, anunciou hoje (10) a intenção de despedir 570 trabalhadores no Grão-Ducado, no âmbito de uma reestruturação devido à crise financeira provocada pelo Covid-19.

O anúncio já foi criticado pelas duas principais centrais sindicais do país, a OGBL e a LCGB, que pedem ao ministro do Trabalho, Dan Kersch, uma reunião com carácter de urgência.

A redução de 570 operários representa cerca de 15% do efectivo no Luxemburgo.

“Segundo a ArcelorMittal, essa decisão [reestruturação e redução na força de trabalho] seria decorrente das consequências da crise ligada à COVID-19 e da precariedade da indústria do aço em geral. Esta reestruturação substitui o projeto “SCORE” anunciado no ano passado que já teve consequências semelhantes, mas em menor escala”, refere a OGBL em comunicado.

Apesar da crise no sector da siderurgia, a OGBL defende que reestruturação da ArceloMittal “nunca poderá ser feita às custas dos trabalhadores”.

“Num futuro imediato, o OGBL exige que todos os instrumentos disponíveis (reforma antecipada, desemprego parcial, formação, reafectação, etc.) sejam considerados antes de se considerarem os despedimentos. O OGBL reitera o seu pedido de estabelecer um novo acordo do tipo “tripartido”, a fim de fazer face a todas as eventualidades associadas a este plano de reestruturação. É imperativo manter os instrumentos do diálogo social luxemburguês que deram provas do seu valor no passado, mesmo que isso signifique adaptá-los às necessidades actuais”, sublinha a maior central sindical do país.

“Para a OGBL, o objectivo não é apenas evitar um plano social a todo o custo, mas também garantir o futuro da empresa no Luxemburgo. A OGBL exige investimentos a fim de garantir empregos e assegurar o futuro das instalações no Grão-Ducado. A segurança e a saúde dos trabalhadores devem obviamente estar entre os elementos essenciais desta abordagem, a fim de garantir não só que as condições de trabalho sejam respeitadas, mas também que sejam melhoradas”, remata a central sindical.

A ArcelorMittal – antiga ARBED – empresa da qual o Estado luxemburguês é accionista, tem a sua actividade espalhada pelo mundo. No Luxemburgo tem sete unidades de produção em locais como Differdande, Esch-Sur-Alzette, Rodange e Luxemburgo, entre outros.

LEIA NA ÍNTEGRA O COMUNICADO DA CENTRAL SINDICAL OGBL: 

Publicidade
Falhas, erros, imprecisões ou sugestões?
Por favor fale connosco.
Publicidade

Todas as notícias e conteúdos no LUX24 são e continuarão a ser disponibilizadas gratuitamente, mas nunca como agora precisamos da sua ajuda para continuar a prestar o nosso serviço público.

Somos uma asbl – associação sem fins lucrativos – e não temos qualquer apoio estatal ou institucional, apesar do serviço público que diariamente fazemos em prol da comunidade portuguesa e lusófona residente no Luxemburgo, e já sentimos o efeito da redução da publicidade, que nos garante a manutenção do nosso jornal online.

A imprensa livre não existe nem sobrevive, sem o suporte activo dos seus leitores – sobretudo em épocas como esta, quando as receitas de publicidade se reduziram abruptamente, e nós continuamos a trabalhar a 100%.

Só lhe pedimos que esteja connosco nesta hora e nos possa ajudar com o seu donativo, seja ele de que valor for. Prometemos que continuaremos a ser a sua companhia de todas as horas.

Pode fazer o seu donativo por transferência bancária para a conta do LUX24:
IBAN: LU790250045896982000
Código BIC: BMECLULL

LUX24 asbl
#VaiFicarTudoBem

Publicidade