(de g. à dr.) Charles Michel, Premier ministre du royaume de Belgique ; Xavier Bettel, Premier ministre, ministre d'État ; Emmanuel Macron, président de la République française ; Mark Rutte, Premier ministre du royaume des Pays-Bas. FOTO: ©SIP / Charles Caratini, tous droits réservés
(de g. à dr.) Charles Michel, Premier ministre du royaume de Belgique ; Xavier Bettel, Premier ministre, ministre d'État ; Emmanuel Macron, président de la République française ; Mark Rutte, Premier ministre du royaume des Pays-Bas. FOTO: ©SIP / Charles Caratini, tous droits réservés

Os líderes de França e dos três países do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) propuseram hoje uma cimeira informal europeia em Salzburgo, a 20 de setembro, visando o apoio comunitário aos países africanos que enfrentam a crise migratória.

O anúncio foi feito pelos líderes dos quatro países, após uma reunião no Castelo de Bourglinster, no Luxemburgo, que juntou o Presidente francês, Emmanuel Macron, e os primeiros-ministros luxemburguês, Xavier Bettel, holandês, Mark Rutte, e belga, Charles Michel.

Na reunião, os dirigentes daqueles países acordaram propostas “concretas” em resposta às nacionalistas anti-migrantes do poder italiano e húngaro.

Os chefes de Estado pretendem ir além do “vago” compromisso alcançado na cimeira da União Europeia (UE), em junho, e colocar em prática “acordos como os alcançados com a Turquia”, declarou Mark Rutte.

Em março de 2016, a Turquia aceitou reduzir fortemente o fluxo migratório através do seu território em troca de uma importante ajuda financeira da UE.

“A União Europeia deve implementar uma versão do ‘Plano Marshall’ em África, com uma ambição operacional concreta com os parceiros africanos”, acrescentou Charles Michel.

Os quatro líderes também consideram necessário ajudar a acolher os migrantes recém-chegados aos países europeus que permitem a entrada, como Espanha e Itália, dispensando apoio financeiro e logístico.

O objetivo é ajudá-los a selecionar aqueles que podem permanecer sob o direito de asilo e repatriar os migrantes económicos.

Os quatro governantes consideram que esses países de entrada devem estar responsáveis pelas chegadas, um ponto de conflito com Roma, que recusa esta ideia.

“Os países de primeira entrada no [espaço] Schengen têm uma responsabilidade e não podem evitá-lo, mas é necessária uma solidariedade financeira”, afirmou o Presidente francês, Emmanuel Macron.

“Nós avançámos hoje e vamos apresentar soluções concretas na cimeira de Salzburgo”, acrescentou.

Macron, que procura um “arco progressista” na União Europeia, continuou hoje, no Luxemburgo, uma viagem diplomática europeia, tendo passado por Portugal e Espanha em julho, e Dinamarca e Finlândia em agosto.

Já o primeiro-ministro do Luxemburgo pediu “respeito e soluções comuns” à Europa, lembrando que enquanto “liberal, homossexual e de sangue judeu, teria sido condenado à morte” noutros tempos.

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