A casa onde Diana Santos vivia com um homem, alegadamente marroquino, em Diekirch, Luxemburgo, antes da sua morte em setembro de 2022 - FOTO © LUX24

A mulher portuguesa Diana Santos, residente no Luxemburgo, e cujo corpo apareceu, no dia 19 de setembro de 2022, decapitado e desmembrado em Mont-Saint-Martin, na comuna francesa de fronteira com o Grão-Ducado, poderá ter sido vítima da “máfia dos passaportes“, revela hoje o Correio da Manhã, que está no Luxemburgo a acompanhar o caso que está a chocar a comunidade portuguesa.

Diana apareceu em Portugal com um marroquino, mas disse que ia casar com outro por dinheiro. Diana Santos casou com um familiar de Said, um homem de nacionalidade marroquina, que chegou a levar a Portugal no verão deste ano“, escreve hoje o Correio da Manhã que está, no Luxemburgo, a investigar o caso.

Tratou-se de um casamento arranjado. À família, a mulher, de 40 anos, apresentou Said como seu namorado, mas confessou que iria casar com outro homem, também marroquino, a troco de dinheiro“, acrescenta o jornal português.

Os dias que antecederam à morte de Diana Santos, de 40 anos, das Caxinas, Vila do Conde, e que actualmente residia em Diekirch, no Luxemburgo, estão a ser passados a pente fino pelas autoridades policiais, tanto da França como do Luxemburgo, mas também sob o olhar atento das autoridades portuguesas.

Um dos pontos da investigação passará pelo alegado recente casamento da portuguesa com um homem de nacionalidade marroquina.

A casa onde Diana Santos residia em Diekirch, a norte da capital luxemburguesa, foi, entretanto, alvo de buscas pela polícia judiciária. A cidadã portuguesa estava naquela cidade há pouco tempo naquela habitação onde, alegadamente, vivia com um homem.

Certo é que, tal como o LUX24 constatou no local, na ‘caixa de correio’ da habitação existem dois nomes: Gomes dos Santos Diana Isabel e Banhakeia Gibran.

A casa onde Diana Santos vivia com um homem, alegadamente marroquino, em Diekirch, Luxemburgo, antes da sua morte em setembro de 2022 – FOTO © LUX24

Devido à gravidade e contornos do caso macabro, os consulados gerais de Portugal em Estrasburgo e no Luxemburgo estão a acompanhar “com especial atenção” o caso desta portuguesa encontrada morta em França.

Muitas flores e velas foram colocadas, como forma de homenagem, no local onde foi encontrado o corpo de Diana Santos. Nas traseiras do antigo supermercado Ibrahim, em Mont-Saint-Martin, muitas flores e velas têm sido deixadas por amigos da vítima junto ao sítio onde estava o cadáver mutilado.

Flores e velas foram deixadas como forma de homenagem a Diana Santos, a portuguesa, residente no Luxemburgo, encontrada decapitada e desmembrada em Mont-Saint-Martin (França), em 19 de setembro de 2022 – FOTO © LUX24 em 05 de outubro de 2022

Nas redes sociais têm-se desmultiplicado as mensagens de apoio à vítima e está a ser divulgada a realização de uma marcha branca em homenagem a Diana Santos na cidade fronteiriça de Athus, na Bélgica, (onde viveu antes de se mudar para o Luxemburgo).

De acordo com as publicações nas redes sociais, a iniciativa será realizada no parque de diversões, junto à biblioteca local, pelas 16:00 de 22 de Outubro.

O filho da vítima, Francisco Basto, de 22 anos, reagiu à morte da mãe, esta quarta-feira, nas redes sociais: “Minha rainha, até um dia. Descansa em paz, que a justiça será feita”, escreveu o jovem na rede social Facebook.

A casa onde Diana Santos vivia com um homem, alegadamente marroquino, em Diekirch, Luxemburgo, antes da sua morte em setembro de 2022 – FOTO © LUX24

O tronco de Diana Santos foi identificado por um ex-namorado (natural do concelho da Figueira da Foz) que reconheceu as tatuagens do corpo da vítima, divulgadas pela polícia francesa. Uma delas era precisamente o diminutivo do nome do filho “Kiko”.

A morte macabra da portuguesa está envolta num enorme mistério, que poderá envolver tráfico de drogaprostituição, uma alegada rede de facilitação de documentação a cidadãos extracomunitários. Não é igualmente de excluir motivos passionais.

Aliás, neste momento, as autoridades francesas, luxemburguesas e portuguesas não descartam qualquer cenário perante este crime, que está a chocar a comunidade portuguesa no Luxemburgo e na comuna francesa de Mont-Saint-Martin.

O LOCAL ONDE O CORPO MUTILADO DE DIANA SANTOS FOI DEIXADO É FREQUENTADO POR CONSUMIDORES DE DROGA E TRAFICANTES.

As autoridades tentam agora desvendar onde se encontrará a cabeça e os membros superiores e inferiores da vítima, que terá sido morta noutro local e depois ali abandonada, nas traseiras daquele antigo supermercado.

A casa onde Diana Santos vivia com um homem, alegadamente marroquino, em Diekirch, Luxemburgo, antes da sua morte em setembro de 2022 – FOTO © LUX24

Para além de não haver a cabeça da vítima, os braços foram igualmente cortados pela zona dos ombros e as pernas mutiladas pelos joelhos. Tudo, numa alegada tentativa de dificultar a identificação do cadáver.

O CORPO DA PORTUGUESA FOI DECAPITADO E DESMEMBRADO.

O que resta do corpo foi encontrado na manhã de 19 de setembro de 2022 por um jovem de 16 anos que, alegadamente, terá ido ao local para urinar. Nas traseiras do antigo supermercado há um jardim frequentado por consumidores de droga e traficantes, como constatou o LUX24.

ND // ND

A casa onde Diana Santos vivia com um homem, alegadamente marroquino, em Diekirch, Luxemburgo, antes da sua morte em setembro de 2022 – FOTO © LUX24
Publicidade
Falhas, erros, imprecisões, sugestões?
Por favor fale connosco via email para geral@lux24.lu.
Siga o LUX24 nas redes sociais. Use a #LUX24 nas suas publicações.
Faça download gratuito da nossa ‘app’ na Google Play ou na App Store.
Publicidade
Publicidade