Félix Braz, antigo vice-primeiro-ministro e ministro da Justiça, faz aparição no congresso online do Déi Gréng, 09.07.2020 - SCREENSHOT LUX24

O antigo ministro da Justiça e vice-primeiro-ministro do Luxemburgo, o luso-luxemburguês Félix Braz, vai avançar para os tribunais por considerar que a sua demissão dos cargos que ocupava no Governo foi “forçada e involuntária” após ter sido acometido de um ataque cardíaco em 2019.

De acordo com a RTL, Félix Braz pretende que as instâncias judiciais anulem a sua demissão, pronunciada em 2019, por considerar que a mesma aconteceu “de forma forçada e involuntária”.

Recorde-se que Félix Braz passava férias na Bélgica quando, em 22 de agosto de 2019, sofreu um ataque cardíaco severo.

Sensivelmente um mês depois foi anunciada uma remodelação do Governo, sendo que, em 11 de outubro de 2019, o Grão-Duque Henri assinou um decreto que acordava a “demissão honrosa” de Félix Braz.

Félix Braz participou no Relais pour la vie, 27.03.2021 – FOTO FELIX BRAZ – TWITTER

Jean-Marie Bauler, advogado de Félix Braz, disse à RTL que foram entregues dois recursos no Tribunal Administrativo do Luxemburgo: Um dos recursos está relacionado com a demissão de Félix Braz do Governo, que o próprio “não pode pedir pessoalmente”.

O segundo recurso é interposto contra a Central de Gestão de Pessoas e Organização do Estado (CGPO), pois Félix Braz teria sido indemnizado de “forma discriminatória e não nos termos da lei”.

Entretanto, Félix Braz deixou uma mensagem na rede social Twitter.

“Nunca aconteceu [no Governo] um caso como o meu. Sou o primeiro, mas certamente não serei o último. Só espero que a próxima pessoa a quem isto acontecer seja poupada ao que estou a passar, para além da minha reabilitação que tive que enfrentar nos últimos meses”, escreveu Félix Braz naquela rede social.

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