[FOTO DE ARQUIVO] An aerial picture shows the Palestinian village of Jinba, part of the Masafer Yatta area in the Israeli-occupied West Bank, on May 9,2022, following an Israeli High Court decision that approved the eviction of roughly 1,000 Palestinian villagers to make way for a military training zone. (Photo by HAZEM BADER / AFP)

Quinze países europeus, incluindo o Luxemburgo, França, Alemanha e Itália, pediram hoje a Israel que suspenda um projecto para construir mais de 4.000 casas na Cisjordânia, numa declaração divulgada pelo ministério francês.

“Estamos profundamente preocupados com a decisão do Conselho de Planeamento israelita de avançar com planos para a construção de mais de 4.000 unidades de habitação na Cisjordânia”, escreveram os ministros dos Negócios Estrangeiros destes 15 países num comunicado conjunto.

Os ministros pediram “às autoridades israelitas que revertam esta decisão”, e que “não realizem as demolições ou expulsões planeadas, especialmente em Masafer Yatta”.

A declaração é subscrita pelos ministérios dos Negócios Estrangeiros da França, Alemanha, Espanha, Itália, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Irlanda, Países Baixos, Noruega, Suécia, Luxemburgo, Malta e Polónia.

O documento recorda que os colonatos israelitas nos territórios ocupados “estão em clara violação do direito internacional” e constituem um obstáculo para alcançar uma “paz justa, abrangente e duradoura” entre israelitas e palestinianos.

Os países europeus declaram ainda que esta decisão, “a que se acrescenta às demolições de casas e despejos de populações palestinianas” em Jerusalém Oriental e na Área C da Cisjordânia, “ameaça directamente a viabilidade de um futuro Estado palestiniano”.

ANP // JH

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