O Luxemburgo e Cabo Verde vão assinar no início do ano um acordo de 13 milhões de euros para os sectores do desenvolvimento local, clima e energia, no âmbito do quinto Programa Indicativo de Cooperação (PIC), disse fonte oficial.

Em declarações à agência Lusa, o encarregado de negócios da embaixada do Luxemburgo na cidade da Praia, Thomas Barbancey, lembrou que o programa global orçado em 78 milhões de euros foi assinado em julho de 2020, mas só vai começar no próximo ano, já que o anterior (2016–2020) foi prolongado mais um ano por causa da pandemia de covid-19.

Assim, referiu que logo no início do ano os dois países vão assinar um acordo para os sectores do desenvolvimento local, clima e energia, orçado em 13 milhões de euros.

Emprego e empregabilidade e água e saneamento são os outros eixos contemplados no próximo programa de ajudas do Luxemburgo a Cabo Verde.

Em setembro, o grão-ducado ofereceu 56.000 doses de vacinas da AstraZeneca a Cabo Verde, que foi na altura a primeira de um objectivo estabelecido de entregar 350 mil doses de vacinas contra a covid-19 a países parceiros, começando assim pelo arquipélago africano.

Questionado se o Luxemburgo vai doar mais vacinas a Cabo Verde, Thomas Barbancey respondeu que até agora não foi feito mais pedidos por parte do Governo, notando que esta semana vão chegar 200 mil doses ao país, oferecidas pelos Estados Unidos da América.

Mas assegurou que em caso de pedido a resposta será favorável. “Estamos sempre disponíveis para ajudar Cabo Verde”, garantiu.

O encarregado de negócios lembrou que desde o início da pandemia o seu país tem ajudado Cabo Verde, com muitas ações, com destaque para auxiliar os municípios a tornarem-se mais resilientes na luta contra o novo coronavírus.

“Continuamos a seguir a situação e se houver necessidade, se pudermos ajudar, vamos ajudar Cabo Verde na luta contra este vírus que nos preocupa a todos e que precisa de uma solução global”, completou.

Cabo Verde já recebeu 809.500 doses de vacinas de vários países e parceiros internacionais, e atingiu uma taxa de 83,3% da sua população maior de 18 anos com uma dose, enquanto 69% de pessoas já receberam as duas doses.

[foto de arquivo] O Encarregado de Negócios da Embaixada luxemburguesa na Praia, Thomas Barbancey, durante uma entrevista à agência Lusa, na cidade da Praia, ilha de Santiago, Cabo Verde, 09 de abril de 2021. FERNANDO DE PINA / LUSA

Desde o início da pandemia, o país registou um total acumulado de 38.482 casos de infecção pelo novo coronavírus, dos quais 38.000 foram dados como recuperados da doença, 351 resultaram em óbito e há 106 casos activos.

As relações de cooperação entre Cabo Verde e o Luxemburgo datam dos finais da década de 1980 e, em 1993, Cabo Verde tornou-se um país parceiro privilegiado da Cooperação Luxemburguesa, após a assinatura, em 03 de agosto de 1993, de um primeiro Acordo Geral de Cooperação, que define o quadro geral das actividades de cooperação, entre os dois países, nos domínios cultural, científico, técnico, financeiro e económico.

Desde 1999 realizam-se anualmente – na Praia e no Luxemburgo, alternadamente – comissões de parceria entre os dois países.

Em janeiro de 2002, os dois países assinaram um primeiro Programa Indicativo de Cooperação (PIC) por um período de quatro anos (2002- 2005), o qual contribuiu para um aumento da coerência, da flexibilidade e da sustentabilidade nas relações de cooperação.

Devido à pandemia de covid-19, o actual PIC foi alargado para durante este ano e, em junho de 2020, os dois países assinaram o quinto programa de cooperação, para o período 2022-2026, no valor de 78 milhões de euros, um aumento de 20 milhões face ao programa actual.

Esta semana, Cabo Verde terminou parte do Programa de Apoio ao Sector de Água e Saneamento, financiado pela Cooperação Luxemburguesa, no âmbito do IV PIC, no valor de 13,6 milhões de euros.

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