Diana Santos, de 40 anos, a mulher portuguesa, residente no Luxemburgo, que foi encontrada decapitada e desmembrada em Mont-Saint-Martin, na região de fronteira francesa com o Luxemburgo, em 19 de setembro de 2022 -- FOTO DR / FACEBOOK

O jornal Correio da Manhã diz na sua edição de hoje que a Diana Santos, a mulher portuguesa, residente no Luxemburgo e cujo corpo foi encontrado decapitado e desmembrado em Mont-Saint-Martin (França), terá aceitado casar com cidadão marroquino “por 45 mil euros, mas valor terá baixado até cerca de 20 mil“.

“Diana casou por dinheiro. Primeiro, garantiram-lhe que ia receber 45 mil euros, mas o valor foi descendo até quase metade. Mesmo assim aceitou participar num casamento de fachada para que Gibran Banhakeia, cidadão marroquino, obtivesse a nacionalidade portuguesa e pudesse circular na Europa”, escreve hoje o jornal português que está no Luxemburgo a acompanhar o caso.

“Um esquema que terá custado a vida à portuguesa, de 40 anos, oriunda de Vila do Conde e cujo brutal homicídio está a ser investigado no âmbito das ‘máfias dos passaportes’”, acrescenta a publicação.

De acordo com o Correio da Manhã, terá sido o ex-namorado – um homem natural da Figueira da Foz, residente no Luxemburgo e que identificou o corpo de Diana Santos pelas tatuagens – quem terá revelado, ao jornal, os montantes em causa neste caso de casamento por conveniência.

“Fui contra, mas ela casou por dinheiro”, disse o ex-namorado JP ao Correio da Manhã.

Diana Santos, 40 anos, natural das Caxinas, Vila do Conde, estava imigrada no Luxemburgo depois de ter passado por outros países europeus, nomeadamente França e Bélgica.

O seu corpo, sem cabeça, sem braços e com as pernas mutiladas pelos joelhos foi encontrado, no passado dia 19 de setembro, nas traseiras de um antigo supermercado em Mont-Saint-Martin, numa zona conhecida pelo consumo e tráfico de droga.

A casa onde Diana habitava em Diekirch, alegadamente com um cidadão marroquino, já foi passada a pente fino pelas autoridades.

A casa onde Diana Santos vivia com um homem, alegadamente marroquino, em Diekirch, Luxemburgo, antes da sua morte em setembro de 2022 – FOTO © LUX24
A casa onde Diana Santos vivia com um homem, alegadamente marroquino, em Diekirch, Luxemburgo, antes da sua morte em setembro de 2022 – FOTO © LUX24

O caso – que está a chocar a comunidade portuguesa residente no Luxemburgo e na comuna francesa de Mont-Saint-Martin – está a ser investigado numa acção conjunta entre as polícias do Grão-Ducado, França e com apoio das autoridades portuguesas.

O tronco de Diana Santos foi identificado por um ex-namorado (natural do concelho da Figueira da Foz) que reconheceu as tatuagens do corpo da vítima, divulgadas pela polícia francesa. Uma delas era precisamente o diminutivo do nome do filho “Kiko”.

Esta morte macabra da portuguesa está envolta num enorme mistério, que poderá envolver tráfico de drogaprostituição, uma alegada rede de facilitação de documentação a cidadãos extracomunitários. Não são igualmente de excluir motivos passionais.

O LOCAL ONDE O CORPO MUTILADO DE DIANA SANTOS FOI DEIXADO É FREQUENTADO POR CONSUMIDORES DE DROGA E TRAFICANTES.

As autoridades tentam agora desvendar onde se encontrará a cabeça e os membros superiores e inferiores da vítima, que terá sido morta noutro local e depois ali abandonada, nas traseiras daquele antigo supermercado.

Devido à gravidade e contornos do caso macabro, os consulados gerais de Portugal em Estrasburgo e no Luxemburgo estão a acompanhar “com especial atenção” o caso desta portuguesa encontrada morta em França.

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