Sector da Horesca manifesta-se nas ruas do Luxemburgo, 23.01.2021 - FOTO: FLAVIO DA COSTA - FACEBOOK - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Sábado a sábado, os protestos do sector da Horesca têm ganho cada vez mais ‘adeptos’ que, de forma pacífica, manifestam a sua oposição à decisão do Governo de manter cafés, restaurante e similares encerrados por causa da pandemia da Covid-19.

O sector, que previa abrir já a partir de 01 de fevereiro, ouviu, esta sexta-feira, o primeiro-ministro Xavier Bettel prolongar o encerramento até, pelo menos, 21 de fevereiro.

A Horesca é provavelmente o sector económico mais afectado no Luxemburgo por causa da pandemia da Covid-19. A hotelaria e restauração está a braços com uma das maiores crises de que há memória no país e, por outro lado, o Governo, pressionado, está com uma bomba-relógio prestes a explodir em mãos.

Este sábado foram cerca de três centenas de pessoas que saíram às ruas da capital em mais um sábado de protesto.

Com máscaras, cartazes e distanciamento social, os manifestantes voltaram a apelar ao Governo que ajude o sector, que não aguenta mais tempo encerrado.

Ouviram-se panelas a bater. Um ‘panelaço’ à luxemburguesa, no dia em que a Grã-Duquesa Charlotte faria 125 anos se fosse viva.

Mais panelas e tachos no próximo sábado? Talvez sim. É uma forma de fazer barulho. Pacificamente.

Cafés e restaurantes voltaram a fechar em novembro e, desde então, não voltaram a abrir portas. “Não há quem aguente”.

Deuxième manifestation pacifique cet après-midi par les acteurs de l'Horesca qui veulent se faire entendre. Beaucoup d'…

Posted by Flavio Da Costa on Saturday, January 23, 2021

As pessoas estão zangadas, sentem-se desapoiadas e as ajudas prometidas pelo Governo tardam em chegar. O sentimento é comum e transversal a patrões e empregados.

Num percurso que saiu da Place Guillaume II em direcção à Place de la Constitution, seguindo para a Place d’Armes, passando pela Câmara dos Deputados (Parlamento) e terminando junto à comuna da capital, o sector da Horesca manifestou união numa luta que é de todos.

“Je Suis Horesca”, lia-se numa cruz erguida pelos manifestantes.

Para o próximo sábado ficou agendado novo protestou. Pacífico.

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