O primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, em conferência de imprensa, 25.03.2020 – SCREENSHOT LUX24

O Estado vai injectar 9 mil milhões de euros para ajudar a Economia do Luxemburgo a fazer face à crise provocada pelo coronavírus Covid-19, anunciou hoje o primeiro-ministro, Xavier Bettel.

O valor deste envelope financeiro representa cerca de 14% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O objectivo é claro: Não deixar cair a Economia do país num momento tão deliciado. Por isso, Xavier Bettel, considera que o valor anunciado é “útil, apropriado e justificado” perante os dias negros que o país atravessa devido à pandemia do Covid-19.

Esta montante anunciado surge num momento em que mais de 15.000 empresas e mais de 100.000 pessoas estão em desemprego parcial, após o encerramento de lojas, escolas, empresas não essenciais, cafés, bares, restaurantes, entre muitos outros espaços comerciais.

De acordo com números avançados pelo primeiro-ministro luxemburguês, a licença por razões familiares (‘congé pour raisons familiale’) custará 200 milhões de euros por mês ao Estado.

“Custará o que tiver que custar”, garantiu Xavier Bettel.

O restante da “fatia mensal” será para ajudar as pequenas e médias empresas (PME) [Cerca de 300 milhões de euros mensais], as ajudas a empresas com menos de 9 assalariados, a garantia para créditos e ainda para fazer face ao adiamento do pagamento de impostos ou da Segurança Social (cerca de 5,4 milhões de euros que deixam de entrar nos cofres estatais).

O Estado gastará assim cerca de 500 milhões de euros por mês para suportar esta medida e, assim, cobrir 80% dos salários das pessoas afectadas.

Para o sector da Saúde O Governo disponibiliza igualmente um montante de 128 milhões de euros, que pode ser reforçado em caso de necessidade.

“A saúde das pessoas está em primeiro lugar. O impacto financeiro para o país será tremendo, mas aqui o que interessa são as vidas humanas”, frisou Xavier Bettel.

“Nem todos falamos a mesma língua, nem temos as mesmas raízes culturais, mas é nestes momentos que mostramos que somos um país, uma nação. Obrigado a todos”, agradeceu o primeiro-ministro num apelo à união.

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