Ana Lopes e o ex-companheiro, Marco Silva, que a terá assassinado - Foto Facebook

A defesa de Marco Silva, condenado à pena de prisão perpétua pelo assassinato da ex-companheira Ana Lopes, voltou hoje (19) a pedir a revogação da pena e a absolvição do português, no decorrer da última sessão do julgamento de recurso, no Tribunal do Luxemburgo.

De acordo com a RTL, a defesa voltou a apontar o dedo às provas “insuficientes” de que o Tribunal dispunha para condenar o seu cliente, Marco Silva, à pena máxima.

A defesa do arguido lamentou ainda que, desde o início, a família do arguido e o próprio arguido tenham estado no centro da investigação, o que terá conduzido a muitas “conclusões baseadas em falsas suposições”.

A defesa de Marco Silva voltou a contestar as provas de ADN que levaram à condenação do português, afirmando que “não haveria estudos suficientes sobre a transferência de vestígios de ADN” ou “um possível erro na sua análise”.

A defesa de Marco Silva tem alegado desde início que não ficou claro em tribunal que o ADN encontrado num rolo de fita adesiva junto ao carro da vítima pertencia a Marco Silva.

O advogado de defesa Philippe Penning pediu ao tribunal “que não caia na tentação da simplificação” e que adopte “um raciocínio digno desse nome”.

No final da sessão, o arguido Marco Silva também falou voltando a reclamar inocência.

“Tenho a acusação, a parte civil e a polícia contra mim, mesmo sendo inocente”, disse Marco Silva.

Conta a RTL, que a juíza respondeu então que sabia que “nas suas [de Marco Silva] relações tudo corria bem nos primeiros dois meses e depois passava a mostrar o seu rosto oculto”.

Na sessão anterior, na passada terça-feira, o Ministério Público voltou a pedir a manutenção da pena de prisão perpétua, já exigida em primeira instância.

O desfecho do julgamento de recurso será conhecido a 11 de janeiro de 2022. Até lá Marco Silva vai continuar preso.

Recorde-se que, no passado mês de janeiro, o português foi condenado em primeira instância à pena máxima (prisão perpétua) pelo homicídio premeditado da ex-companheira, Ana Lopes, também de nacionalidade portuguesa, em 2017.

A portuguesa Ana Lopes assassinada no Luxemburgo em Janeiro de 2017 – FOTO: Facebook

Marco Silva foi condenado a prisão perpétua por vários factos relacionados com a morte da ex-companheira Ana Lopes, natural de Seia: Terá sequestrado, matado, queimado o corpo e o carro da vítima, na altura com 25 anos, e mãe de um filho do casal, de apenas 5 anos.

O corpo de Ana Lopes foi encontrado totalmente carbonizado – assim como a viatura – no lado francês da fronteira, em Roussy-le-Village.

Natural de Viseu, Marco Silva, de 33 anos, foi condenado a prisão perpétua em 12 janeiro deste ano, como noticiou na altura o LUX24. Para além da pena de prisão perpétua, Marco Silva vai ainda ter que proceder ao pagamento de várias indeminizações: 100 mil euros aos pais de Ana Lopes, 25 mil à irmã e 100 mil ao filho em comum com Ana Lopes.

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