O primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, reunido com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Ucrânia, em 21 de junho de 2022 - FOTO © XAVIER BETTEL / TWITTER

O primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, manifestou hoje (21) ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o apoio do Grão-Ducado para a atribuição à Ucrânia do estatuto de candidato à adesão à União Europeia (UE).

O Luxemburgo apoia a atribuição à Ucrânia do estatuto de país candidato à adesão à União Europeia (UE). Essa também é a posição que defenderei no Conselho Europeu (#EUCO) desta semana. Este é um importante farol de esperança que o povo da Ucrânia merece“, referiu Xavier Bettel nas redes sociais após reunir com Volodymyr Zelensky, durante uma visita hoje à Ucrânia.

“Quatro meses após o início da guerra, estou aqui hoje para mostrar o apoio do Luxemburgo à Ucrânia. A minha mensagem para si, presidente Zelensky, e para o povo ucraniano, aqui na Ucrânia e para todos aqueles que procuram refúgio no mundo, é muito claro: o Luxemburgo está ao vosso lado”, escreveu ainda Bettel nas redes sociais.

O primeiro-ministro do Luxemburgo visitou hoje vários locais massacrados pela invasão russa à Ucrânia, após um convite do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

No Conselho Europeu desta quinta e sexta-feira, em Bruxelas, os chefes de Estado e de Governo da UE deverão tomar uma decisão sobre o parecer de 17 de junho da Comissão Europeia, que recomenda a atribuição do estatuto de país candidato à adesão à Ucrânia, assim como à Moldávia.

A ofensiva militar lançada pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 15 milhões de pessoas de suas casas – mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

TAMBÉM SEGUNDO AS NAÇÕES UNIDAS, CERCA DE 15 MILHÕES DE PESSOAS NECESSITAM DE ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA NA UCRÂNIA.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

ONU confirmou que 4.597 civis morreram e 5.711 ficaram feridos na guerra, que hoje entrou no seu 118.º dia, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

ND com Lusa

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