O estado em que está a casa de Pedro Bray, na freguesia dos Canhas, Madeira - FOTO © PEDRO BRAY

Os músicos Pedro Bray e Susana Magalhães, ex-imigrantes portugueses no Luxemburgo, regressaram recentemente a Portugal, com o objectivo de concretizarem um sonho: Comprar uma casa na paradisíaca ilha da Madeira, torrão natal de Cristiano Ronaldo.

Depois de mais de 20 anos a residir e a trabalhar no Luxemburgo, Pedro Bray queria apenas encontrar o seu “recanto” na ilha, que atrai cada vez mais residentes estrangeiros.

Na freguesia dos Canhas encontrou aquela que viria a ser a sua “futura casa”. Devido à pandemia da Covid-19, a habitação visitada por Pedro e Susana apenas por videoconferência e parecia estar tudo em condições para o negócio avançar, através da agência KW Área Madeira.

Terá sido garantido a Pedro e Susana que tudo era de boa qualidade e que os acabamentos eram de luxo. Apenas a pintura interior precisava de ser renovada, caso assim o entendessem.

“Disseram-me que a casa estava como nova”, recorda Pedro Bray ao LUX24.

O negócio foi concretizado com a escritura feita em 17 de setembro de 2021 e, já na Madeira, o sonho rapidamente se transformou num pesadelo.

Os “podres” não demoraram muito a aparecer: Rachadelas nas paredes e na estrutura da casa, infiltrações “gravíssimas” e bolor. Até dentro de casa chove, como se pode constatar por imagens e vídeos enviados ao LUX24 por Pedro Bray.

O antigo residente no Luxemburgo diz ter contactado a KW Área Madeira numa tentativa de resolver a situação amigavelmente, mas sem sucesso.

“Infelizmente não consegui resolver o caso de forma amigável com a agência e vou ter mesmo que levar o caso para tribunal”, lamentou Pedro Bray.

Na conversa com o LUX24, o jovem português diz-se sentir-se “enganado” pela agência imobiliária, que “tem descartado responsabilidades no caso”, e sente-se “revoltado e impotente” perante a situação.

“Podem chamar-me ingénuo por ter comprado a casa sem a ter visto presencialmente. Mas, mostrei confiança naquela que se diz ser a maior agência imobiliária da Madeira e que até já foi elogiada pelo próprio governo regional”, diz o ex-emigrante luso.

Pedro Bray lembra as declarações do CEO da KW Área Madeira, Dionísio Filipe, ao jornal DN Madeira, em que o empresário admitiu que a imobiliária “fez em tempo de pandemia várias vendas, mesmo sem a presença dos compradores na escritura”.

“É inadmissível e não podemos deixar que tanto os madeirenses (locais), portugueses, luxemburgueses e todos os estrangeiros que procuram a ilha para viverem sejam vítimas destes actos, que lhes vendam ‘gato por lebre’. Irei lutar pelos meus direitos, mas também para ajudar muitas pessoas que não têm possibilidade de se defenderem. A lei existe e a justiça será feita”, diz o jovem português.

A terminar, Pedro Bray declarou ainda ao LUX24: “Não estou contra nenhum madeirense, nem contra a Madeira, muito pelo contrário. Fiquei tão apaixonado por esta ilha e pelos seus habitantes que deixei um país como o Luxemburgo para vir fazer a minha vida aqui na Madeira”.

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