RTL Luxemburgo - FOTO DR

Depois da controvérsia a confirmação. A RTL Luxemburgo vai mesmo ter de transmitir os ‘spots’ de campanha eleitoral em francês.

De acordo com o canal de televisão luxemburguês, a RTL foi informada pela Autoridade Luxemburguesa Independente do Audiovisual (ALIA) de que os vídeos de campanha podem ser transmitidos em francês e não apenas em luxemburguês.

A Autoridade Independente do Audiovisual do Luxemburgo (ALIA), coordenadora da campanha eleitoral oficial, informou a RTL que uma grande maioria dos partidos que apresentavam uma lista para as eleições europeias concordou em aceitar o uso da língua francesa, juntamente com a língua luxemburguesa, nas mensagens eleitorais transmitidas pela RTL Radio Lëtzebuerg e pela RTL Télé Lëtzebuerg.

Como enfatizado no press release anterior, o desejo da RTL sempre foi de aplicar e respeitar as regras estabelecidas de acordo com as partes. Portanto, a RTL irá transmitir com efeito imediato todos os pontos que correspondem às novas regras”, refere o grupo em comunicado.

 

A polémica começou quando o Déi Lenk denunciou que dois dos seus vídeos de campanha rumo às eleições europeias de 26 de maio tinham sido banidos pela RTL por serem em língua francesa.

Mais tarde, o Volt Luxembourg denunciou igualmente que tinha sido igualmente vítima da mesma discriminação por parte do canal televisivo luxemburguês.

Questionado pelo Déi Lenk sobre a situação, o primeiro-ministro Xavier Bettel veio hoje “sacudir a água do capote”.

“Não cabe ao Governo comentar as negociações e discussões de uma instância independente”, referiu o líder do Executivo, recusando imiscuir-se na polémica.

Recorde-se que Xavier Bettel tutela a pasta da Comunicação Social e Media.

Na questão parlamentar urgente, o Déi Lenk apelava ao primeiro-ministro que interviesse junto da RTL, “notificando-a dos seus deveres relativos à sua missão de serviço público”.

Na resposta parlamentar, Xavier Bettel chutou para canto: “A organização da campanha, as negociações entre os partidos políticos e os média implicados (…) foram confiadas pela primeira vez à Autoridade Luxemburguesa Independente do Audiovisual (ALIA) (…) Não cabe ao Governo comentar as negociações e discussões de uma instância independente”, referiu o primeiro-ministro.

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