Portuguese Minister of Foreign Affairs, Augusto Santos Silva (R), flanked by his Luxembourg counterpart, Jean Asselborn, talks to the press after a meeting at Ministry of Foreign Affairs in Lisbon, Portugal, 20t October 2020. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

É um acto de solidariedade numa altura em que os hospitais portugueses estão sobrelotados por causa dos doentes Covid-19.

O Governo do Luxemburgo manifestou hoje (19) disponibilidade em acolher doentes Covid-19 de Portugal, tal como fez com doentes franceses durante a primeira vaga.

Em resposta parlamentar, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Jean Asselborn, confirmou que caso Portugal o solicite, o Grão-Ducado “está pronto para receber pacientes” lusos para “aliviar” os hospitais portugueses.

Jean Asselborn afiançou que autoridades portuguesas ainda não contactaram o Governo luxemburguês nesse sentido, mas que se esse passo for dado há “luz verde” por parte do Luxemburgo, tal como aconteceu com pacientes da região francesa do Grand Est, na primeira vaga da epidemia.

Esta disponibilidade surge após os deputados do partido político Piraten, Sven Clément e Marc Goergen, terem interpelado Jean Asselborn referindo-se à “forte pressão” a que actualmente os hospitais portugueses estão sujeitos e pelo facto de o número de hospitalizações no Luxemburgo terem “diminuído para metade” nas últimas semanas.

Este apoio dos dois deputados luxemburgueses surge em nome das “ligações muito estreitas entre os cidadãos portugueses e luxemburgueses”.

Recorde-se que os portugueses são a maior comunidade estrangeira no Luxemburgo, representado cerca de 16% do total da população residente no Grão-Ducado.

Segundo o boletim epidemiológico de ontem da DGS, Portugal ultrapassou os nove mil mortos relacionados com a covid-19, desde o início da pandemia, ao serem contabilizadas 9.028 mortes, e um total de 556.503 infecções pelo vírus SARS-CoV-2.

Já o Luxemburgo, com base nos dados oficiais, o país contabiliza um total de 557 mortes 48.890 casos de infecção por Covid-19, desde que foi conhecido o primeiro caso no país no final de Fevereiro de 2020.

ND // LUX24

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