Trabalhadores da Construção Civil regressam ao trabalho no Luxemburgo,20.04.2020 - FOTO LUX24
Trabalhadores da Construção Civil regressam ao trabalho no Luxemburgo,20.04.2020 – FOTO LUX24

O assunto é recorrente nas redes sociais e, em muitas publicações, levou a acesos debates: Muitos trabalhadores portugueses no Luxemburgo foram para Portugal quando foi decretado o confinamento no Grão-Ducado por causa da pandemia do Covid-19 e regressaram, agora, à pressa devido ao anúncio da reabertura das obras e estaleiros da construção civil.

Estima-se que cerca de 20 mil portugueses trabalhem no sector da construção civil no Luxemburgo e muitos, mal o Governo decretou o encerramento dos estaleiros por tempo indeterminado, sugerindo às empresas o regime de ‘lay-off’ (desemprego parcial), meteram-se ao caminho rumo a Portugal.

Uns de carros, outros de autocarro e até de avião (antes do encerramento do aeroporto do Findel), muitos portugueses rumaram ao torrão natal, desobedecendo às regras do confinamento imposto pelo Governo luxemburguês, contrariando as medidas restritivas para evitar a propagação do coronavírus e, na maioria dos casos, desrespeitando igualmente as regras do desempregado parcial.

Com o anúncio repentino da reabertura das obras e estaleiros, muitos foram apanhados de surpresa e de tudo fizeram para conseguir regressar de Portugal ao Luxemburgo antes de segunda-feira (20 de Abril), dia em que o Governo iniciou ao primeira fase do desconfinamento por causa do Covid-19.

Foram muitas as publicações nas redes sociais em que se pedia boleia e/ou se ‘ofereciam’ serviço de transportes para o regresso ao Grão-Ducado.

O Director da Saúde do Luxemburgo, Jean-Claude Schmit, admitiu em declarações à RTL que lhe chegaram várias denúncias nesse sentido.

Jean-Claude Schmit afirmou que muitos trabalhadores da construção civil estiveram em Portugal e regressaram agora ao Luxemburgo para recomeçar a trabalhar, tendo “contrariado as medidas restritivas”.

“Fomos informados de que algumas pessoas regressaram de Portugal nos últimos dias, devido à reabertura do sector da construção”, admitiu Jean-Claude Schmit à RTL.

A Direcção da Saúde e o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Grão-Ducado desconhecem, no entanto, o número de imigrantes lusos que ‘furaram’ o confinamento e viajaram, primeiro, do Luxemburgo para Portugal e, depois, no sentido inverso, de Portugal para o Grão-Ducado nos últimos dias.

Jean-Claude Schmit afirmou, contudo, que a situação não deverá contudo ter “qualquer impacto” no número de casos de infecções de Covid-19 no país, mas aconselha os trabalhadores que se sintam doentes para que não vão trabalhar e contactem o respectivo médico de família.

 

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