O ex-Presidente da Comissão Europeia, o luxemburguês Jean-Claude Juncker, admitiu em entrevista à estação televisiva de informação Euronews que o partido húngaro Fidesz poderá ser expulso do Partido Popular Europeu (PPE).

O partido Fidesz – União Cívica Húngara – faz parte da família PPE, mas está suspenso e poderá mesmo ser expulso, devido a deriva autoritária do primeiro-ministro Viktor Orbán.

Numa entrevista exclusiva à Euronews, Jean-Claude Juncker, um dos rostos mais conhecidos do PPE, admite que é uma “situação difícil”, mas reitera que é “a favor da permanência desde que o Fidesz esteja de acordo com os princípios básicos e principais da democracia cristã”.

“Mas penso que o Fidesz deve ser expulso se não aceitar a doutrina central do PPE. Nesse caso, não há lugar para a Fidesz no PPE”, sublinhou Juncker.

Sobre o facto de o Fidesz estar a tentar fazer uma união com o político italiano de extrema-direita Matteo Salvini, Juncker foi peremptório:

“Não sei até que ponto esse esforço será recompensado. Não tenho conhecimento sobre as relações entre Salvini e ViKtor Orbán, mas Salvini está longe de respeitar os valores básicos da democracia cristã europeia”, afirmou Jean-Claude Juncker.

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