A body of a civilian man with hands tied behind his back lies in the street as a communal worker prepares a plastic body bag to carry him to a waiting car in town of Bucha, not far from the Ukrainian capital of Kyiv on April 3, 2022. (Photo by Sergei SUPINSKY / AFP)

O primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, mostrou-se hoje (03) “horrorizado” com o assassinato de civis em Busha, na região de Kiev, onde muitos corpos foram descobertos após a retirada do exército russo.

“Estou horrorizado com o assassinato de civis inocentes em #Bucha e em outros lugares na Ucrânia durante a ocupação russa. Apelo a uma investigação independente sobre todas as atrocidades cometidas contra civis na Ucrânia, a fim de levar os responsáveis à justiça”, escreveu Xavier Bettel, numa mensagem publicada na sua conta oficial na rede social Twitter.

O primeiro-ministro do Luxemburgo junta-se assim ao coro de indignação provocada pelas imagens de cidade ucraniana de Busha, onde muito corpos, inclusivamente de crianças, foram encontrados em valas comuns após a retirada das forças russas.

A UCRÂNIA ACUSOU MESMO A RÚSSIA DE “GENOCÍDIO”, ALEGANDO TER ENCONTRADO OS CORPOS DE 410 CIVIS NA REGIÃO DE KIEV RECENTEMENTE RECAPTURADA DAS FORÇAS DE MOSCOVO.

Na cidade de Busha, a noroeste de Kiev, cerca de 300 pessoas foram enterradas em valas comuns, segundo autoridades ucranianas.

Em Busha, cidade localizada a cerca de 30 quilómetros de Kiev, recentemente recuperada pelas forças ucranianas, centenas de cadáveres foram encontrados nas ruas e enterrados em valas comuns, mas a Rússia negou hoje que as suas tropas tenham matado civis nesta cidade e assegurou que todas as fotografias e vídeos publicados pelo governo ucraniano são “uma provocação”.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.325 civis, incluindo 120 crianças, e feriu 2.017, entre os quais 168 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4,1 milhões de refugiados em países vizinhos e cerca de 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

ND com Lusa

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