CAPE CANAVERAL, FLORIDA - MAY 30: The SpaceX Falcon 9 rocket launches into space with NASA astronauts Bob Behnken (R) and Doug Hurley aboard the rocket from the Kennedy Space Center on May 30, 2020 in Cape Canaveral, Florida. The inaugural flight is the first manned mission since the end of the Space Shuttle program in 2011 to be launched into space from the United States. Saul Martinez/Getty Images/AFP
The SpaceX Falcon 9 – FOTO: Saul Martinez / Getty Images / AFP

A empresa aeroespacial norte-americana SpaceX lançou sexta-feira uma constelação de 57 satélites do projecto “Starlink”, destinado a criar uma rede de internet de alta velocidade a nível mundial, e dois minissatélites de observação da Terra.

Os 57 satélites, enviados para o espaço a bordo do foguetão reutilizável Falcon 9, vão juntar-se a outros 595 que já estão na órbita terrestre.

O lançamento de ontem, que aconteceu da base espacial norte-americana de Cabo Canaveral, na Florida, à 01:12 (hora local, 07:12 no Luxemburgo), é o 10º desde 2019 ligado ao projeto “Starlink”.

Segundo o patrão da SpaceX, o magnata Elon Musk, são necessários entre 400 e 800 satélites para se conseguir um mínimo de cobertura da projetada rede de internet.

Depois de se separar da cápsula contendo os satélites, o foguetão Falcon 9 pousou na plataforma flutuante da SpaceX no Oceano Atlântico, chamada “Of Course I Still Love You” (É Claro que Ainda Te Amo).

O lançamento de mais uma constelação de satélites “Starlink” ocorreu cerca de uma semana depois de a SpaceX ter concluído com êxito a sua primeira missão tripulada à Estação Espacial Internacional (EEI), perspetivando voos comerciais ao espaço.

No domingo, a sua cápsula Dragon Endeavour amarou de forma controlada nas águas do Golfo do México, com os astronautas norte-americanos Robert Behnken e Douglas Hurley a regressaram à Terra após dois meses na EEI.

Foi a primeira vez, desde o fim do programa de vaivéns espaciais norte-americano, em 2011, que uma nave descolou e chegou a território americano.

Em 2011, os Estados Unidos passaram a levar astronautas à EEI a bordo da nave russa Soyuz, a partir do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

A agência espacial norte-americana NASA assinou em 2014 contratos no valor de 6,8 mil milhões de dólares (5,7 mil milhões de euros) com as empresas Boeing e SpaceX para desenvolver o programa comercial de transporte espacial e deixar de depender da nave Soyuz.

A amaragem, no domingo, foi igualmente um momento histórico porque tal não sucedia desde 24 de julho de 1975, data em que astronautas norte-americanos regressaram à Terra, amarando no Pacífico, depois de uma missão conjunta com cosmonautas russos em que as naves do programa Apollo e Soyuz estiveram acopladas na órbita terrestre, colocando simbolicamente um ponto final às tensões entre Estados Unidos e União Soviética na corrida espacial.

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