O ex-presidente do Sporting, Bruno de Carvalho (D), acompanhado pelo advigado Miguel Fonseca (E) à chegada ao Tribunal de Monsanto, em Lisboa, onde decorre o julgamento do processo do ataque à academia de futebol do Sporting em Alcochete, 28 de fevereiro de 2020. No dia 15 de maio de 2018, a equipa de futebol do Sporting foi atacada na Academia do clube por um grupo de cerca de 40 alegados adeptos encapuzados, que agrediram técnicos. MÁRIO CRUZ/LUSA
O ex-presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, acompanhado pelo advogado Miguel Fonseca à chegada ao Tribunal de Monsanto, em Lisboa – FOTO: MÁRIO CRUZ/LUSA/ARQUIVO

O Ministério Público (MP) disse hoje não ter provas de que Bruno de Carvalho soubesse ou tivesse incitado os actos violentos praticados por 41 dos 44 arguidos, nas alegações finais do processo do ataque à Academia do Sporting.

Durante a sessão, a procuradora do MP Fernanda Matias afirmou que durante o julgamento, iniciado em 18 de Novembro de 2019, não foi feita prova de que o então presidente do clube “tivesse dado directivas ou, sequer, tivesse conhecimento destes actos”.

Bruno de Carvalho, juntamente com Nuno Mendes, conhecido como ‘Mustafá’, líder da claque Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, estão acusados da autoria moral de 40 crimes de ameaça gravada, 19 crimes de ofensas à integridade física qualificadas e por 38 crimes de sequestro.

O processo do ataque à Academia do clube, em Alcochete – onde, em 15 de maio de 2018, jogadores e equipa técnica do Sporting foram agredidos por adeptos ligados à claque ‘leonina’ Juve Leo –, tem 44 arguidos, acusados de co-autoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

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