O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, durante uma conferência de imprensa no âmbito da UEFA ter anunciado que a cidade de Lisboa acolherá a fase final da Liga dos Campeões, no Palácio de Belém, em Lisboa, 17 de junho de 2020.  MIGUEL A. LOPES/LUSA.

O Presidente da República defendeu hoje que Portugal foi escolhido para receber a fase final da Liga dos Campeões pelos seus méritos e pela transparência no combate à pandemia de covid-19, sem forjar números.

Marcelo Rebelo de Sousa falava numa cerimónia nos jardins do Palácio de Belém, em Lisboa, em que discursaram também o primeiro-ministro, António Costa, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina.

O chefe de Estado justificou a realização desta cerimónia, no dia em que a UEFA, união das federações europeias de futebol, anunciou que a fase final da Liga dos Campeões 2019/2020 se irá realizar em Lisboa, entre 12 e 23 de agosto, considerando que “este é um caso único e irrepetível” e que “não tem preço”, numa altura em que “todos os países disputam o regresso ao turismo internacional”.

“E aqui, já disse o senhor primeiro-ministro, António Costa, mas eu queria reforçar, Portugal tem autoridade moral, pela forma como conduzimos o combate à pandemia, mas agora pela forma transparente como continuamos a combater a pandemia. E digo transparente porque não escondemos a nossa vontade de testar e testar mais, porque não escondemos que esse testar mais significa determinados valores”, afirmou.

Segundo o Presidente da República, Portugal é recompensado pela “situação notável que se verifica no Serviço Nacional de Saúde (SNS) em termos de internamentos, e de internamentos em cuidados intensivos” e pela forma como prossegue o combate à covid-19 “sem forjar números, mantendo a transparência”.

“Nós mostramos tudo isto ao mundo. Não paramos o vírus de um dia para o outro como se ele não existisse. Não paramos a epidemia de um dia para o outro, como se ela estancasse – isso não existe, mas não existe em nenhum país do mundo”, acrescentou, concluindo: “Portanto, Portugal vence pelos seus méritos passados e pela sua transparência presente, ou seja, pelo mérito do SNS, dos profissionais de saúde e dos portugueses”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acompanhado pelo primeiro-ministro, António Costa, conversa com o administrador da UEFA Club Competitions (direCtor-geral da Federação Portuguesa de Futebol), Tiago Craveiro, presidente do Sporting Clube de Portugal, Francisco Varandas, e com o vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica, Nuno Gaioso Ribeiro, durante uma conferência de imprensa no âmbito da UEFA ter anunciado que a cidade de Lisboa acolherá a fase final da Liga dos Campeões, no Palácio de Belém, em Lisboa, 17 de junho de 2020. A UEFA indicou também que está ainda em aberto a possibilidade das cidades do Porto e de Guimarães virem a acolher jogos dos oitavos de final. MIGUEL A. LOPES/LUSA.

Marcelo Rebelo de Sousa elogiou em particular o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, dizendo-lhe que esta “é uma vitória pessoal” sua, e salientou também “o entusiasmo com que o senhor primeiro-ministro e a sua estrutura governamental acompanharam esta campanha”.

“Os portugueses merecem o que vão ter em agosto e é um orgulho para o Presidente da República Portuguesa ser testemunha de mais este triunfo de Portugal, em tempo devido, isto é, antes do termo do mandato”, declarou.

Costa considera que a grande mensagem da UEFA é que Portugal é um destino seguro

O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje que “a grande mensagem da UEFA” ao escolher Lisboa para a fase final da Liga dos Campeões, em agosto, é que “Portugal é um destino seguro”.
António Costa falava numa cerimónia nos jardins do Palácio de Belém, em Lisboa, na qual discursaram também os presidentes da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, e da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa.

“Queria aqui agradecer aos profissionais de saúde e a todos os portugueses que tornaram possível que Portugal se afirmasse como um destino seguro. E esta é a grande mensagem que a escolha da UEFA para realizar esta prova em Portugal dá a todo o mundo: é que Portugal é um destino seguro”, declarou.

O primeiro-ministro descreveu Portugal como um lugar seguro para se viver, fazer turismo, trabalhar ou investir e realçou que “ainda na semana passada viu renovado o seu reconhecimento como o terceiro país mais pacífico do mundo, o mais pacífico de toda a União Europeia” e que “durante três anos consecutivos foi escolhido como o melhor destino turístico mundial”.

“Este reconhecimento pela UEFA de como somos um destino seguro é algo muito importante no esforço enorme que todo o país está agora a fazer para, ao mesmo tempo que combatemos a pandemia, conseguirmos trabalhar para a recuperação da nossa economia”, acrescentou, enviando um abraço “de profunda gratidão e de amizade pelo notável trabalho que fez” ao presidente da FPF e à sua equipa.

Segundo António Costa, “o mérito, a competência, o prestigio, o empenho, a enorme capacidade diplomática” da FPF e, em particular, do seu presidente, foram decisivos para a escolha hoje anunciada pela união de federações europeias de futebol.

O primeiro-ministro, António Costa, ladeado pelo vice-presidente do Comité Executivo da UEFA (presidente da Federação Portuguesa de Futebol), Fernando Gomes. FOTO: MIGUEL A. LOPES/LUSA.

Apesar de nenhum clube português estar já disputar a Liga dos Campeões, o primeiro-ministro apontou a fase final desta competição, que se realizará em Lisboa, entre 12 e 23 de agosto, como “uma vitória antecipada de todos os portugueses”, pelo seu comportamento no combate à pandemia de covid-19.

“Foi o esforço de todos, a enorme disciplina com que todos acataram as normas de confinamento, têm praticado as normas de distanciamento social, as normas de proteção individual que permitiram diferenciar Portugal e a forma como Portugal conseguiu controlar esta pandemia”, sustentou.

No seu entender, este “é também um prémio merecido aos profissionais de saúde”, que demonstraram que Portugal tem um Serviço Nacional de Saúde (SNS) “robusto para responder a qualquer eventualidade”.

A UEFA, união das federações europeias de futebol, anunciou hoje que a fase final da Liga dos Campeões 2019/2020 se irá realizar em Lisboa, com quartos de final, meias-finais e final disputados entre 12 e 23 de agosto, nos estádios José Alvalade e da Luz, em eliminatórias de um só jogo.

Final da ‘Champions’ em Lisboa tem importância estratégica para a economia – Medina

O presidente da Câmara de Lisboa defendeu hoje que a realização da ‘final a oito’ da Liga dos Campeões de futebol na capital portuguesa tem uma importância “verdadeiramente estratégica” para a economia da cidade e do país.

“Num momento em que o mundo vive uma crise sem precedentes, em que todos lutamos pela recuperação das nossas economias, conseguir ter em Lisboa o maior evento desportivo que se vai realizar, com centenas de milhões de telespectadores em todo o mundo, que vão durante mais de uma semana ouvir e seguir o nome de Lisboa e de Portugal, é de uma importância sem limites”, afirmou Fernando Medina.

O autarca falava na cerimónia que decorreu hoje no Palácio de Belém, a propósito do anúncio oficial hoje feito de que Portugal vai receber em agosto uma inédita fase final da Liga dos Campeões, com eliminatórias em apenas um jogo e em campo neutro.

O presidente da Câmara de Lisboa admitiu que os impactos positivos “não serão maiores pelas circunstâncias”, que não permitem “uma realização presencial”, devido à pandemia de covid-19, reconhecendo que o evento terá “uma importância estratégica de médio prazo para a economia da cidade da região e do país”.

“Lisboa, Portugal, vão ter uma exposição de centenas de milhões de pessoas durante muito tempo, em todo o mundo”, acrescentou, deixando também elogios aos intervenientes neste processo, designadamente ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes.

“O Fernando não é um avançado. Não marca golos como o Ronaldo, mas olha que este foi um golo com um belíssimo efeito e um golo com grande impacto para a vida de muitos e muitos milhões de portugueses nos próximos anos”, salientou Medina, elogiando o responsável federativo.

A final da Liga dos Campeões de 2019/20, hoje atribuída ao Estádio da Luz, será a 11.ª final europeia a realizar-se em Portugal e a sétima na região da grande Lisboa.

Fernando Gomes destaca investimento dos clubes portugueses na decisão da UEFA

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) salientou hoje o papel dos clubes portugueses, “que investem em infraestruturas de excelência”, na decisão da UEFA em escolher Lisboa para acolher a inédita Liga dos Campeões ‘a oito’.

“Os clubes investem em infraestruturas de excelência e mantêm-nas a alto nível, não apenas os seus estádios, mas também os seus centros de treino, que tão relevantes vão ser nesta inédita final a oito”, disse Fernando Gomes, no Palácio de Belém, onde uma comitiva foi recebida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

“Sem os clubes, não estaríamos aqui”, reforçou.

O vice-presidente do Comité Executivo da UEFA (presidente da Federação Portuguesa de Futebol), Fernando Gomes, intervém no Palácio de Belém, em Lisboa, 17 de junho de 2020. FOTO: MIGUEL A. LOPES/LUSA.

Fernando Gomes frisou que a “‘Champions’ acontece em Portugal em 2020 porque o país e as suas autoridades foram capazes, num esforço conjunto com os portugueses, de manter a pandemia de covid-19 num nível controlado, usando a verdade como arma e a aCção rápida como regra”.

O líder federativo destacou também como faCtor para a UEFA ter escolhido Lisboa a rápida resposta do Governo português e do seu primeiro-ministro, António Costa, “ao apelo da Federação”.

“Essa celeridade foi muito importante para superar candidatos com peso político muito relevante na cena internacional”, disse.

Fernando Gomes salientou ainda o “peso político absoluto do Presidente da República desde o minuto um: disponível para tudo, para conversas nacionais e internacionais, foram muitas as conversas telefónicas e outras pessoais, aqui em Belém, em que a sua energia nos deu alento para intermináveis horas de reuniões com a UEFA”.

Gomes revelou ainda a “exigência incalculável” que implicou a garantia de todas as condições e destacou a capacidade hoteleira de Lisboa como outro dos motivos para a capital portuguesa ter vencido a corrida.

A cidade do Porto (Estádio do Dragão) foi preterida em detrimento de Budapeste para acolher a Supertaça Europeia deste ano, mas o presidente da FPF revelou já ter garantido ao presidente da câmara municipal do Porto, Rui Moreira, que a cidade vai acolher uma nova final europeia até 2026, depois da organização da final da Liga das Nações, em 2019.

O administrador da UEFA Club Competitions (director-geral da Federação Portuguesa de Futebol), Tiago Craveiro, o presidente do Sporting Clube de Portugal, Francisco Varandas, e o vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica, Nuno Gaioso Ribeiro, durante uma conferência de imprensa no âmbito da UEFA ter anunciado que a cidade de Lisboa acolherá a fase final da Liga dos Campeões, no Palácio de Belém, em Lisboa, 17 de junho de 2020. FOTO: MIGUEL A. LOPES/LUSA.

Fernando Gomes disse ainda que, “antes de alguém sequer pensar neste modelo, houve quem o propusesse, ainda em abril”.

“A ‘Champions’ de 2020 vem para Portugal porque a FPF tem nos seus quadros pessoas que já lideram a organização de mais de 10 finais um pouco por toda a Europa, facto incapaz de ser igualado por qualquer outra federação europeia”, e ainda pelo trabalho cívico e coletivo” dos portugueses.

“Quando os portugueses deixam de lado invejas e lutas estéreis, quando o coletivo entende que ganhar não é um trabalho solitário, dias como o de hoje acontecerão mais vezes”, disse.

Final da ‘Champions’ é reconhecimento do prestígio de Portugal – Turismo de Lisboa

O director-geral da Associação de Turismo de Lisboa, Vítor Costa, considerou hoje que a escolha da capital portuguesa para acolher a ‘final a oito’ da Liga dos Campeões de futebol “é o reconhecimento do prestígio de Portugal”.

“Quando se faz esta opção por Portugal e pela cidade de Lisboa está-se a dar um voto de confiança. Lisboa tem um grande posicionamento e prestígio e isto é um reconhecimento”, afirmou à agência Lusa o director-geral da Associação de Turismo de Lisboa, Vítor Costa.

O responsável sublinhou que o impacto directo no turismo da cidade devido a este evento “ainda não está contabilizado”, mas que “será muito inferior” àquele que decorreu da final “espanhola” da Liga dos Campeões de 2014, na qual se defrontaram, no Estádio da Luz, o Real Madrid e o Atlético de Madrid.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acompanhado pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, primeiro-ministro, António Costa, e presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, recebe no Palácio de Belém o vice-presidente do Comité Executivo da UEFA (presidente da Federação Portuguesa de Futebol), Fernando Gomes. FOTO: MIGUEL A. LOPES/LUSA.

“Sabemos que desta vez não haverá público, mas não deixará de vir um grande número de pessoas nas delegações das equipas e do pessoal de apoio. Isso irá garantir alguma lotação aos hotéis. E, nesta altura qualquer número que venha é importante”, sublinhou.

A UEFA anunciou hoje que a cidade de Lisboa vai receber uma inédita ‘final a oito’ da Liga dos Campeões, entre 12 e 23 de agosto, com todos os jogos desde os quartos de final a serem disputados no Estádio de Alvalade e Estádio da Luz, que acolhe também a final.

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