(Top, L-R) Germany's defender #03 David Raum, Germany's goalkeeper #01 Manuel Neuer, Germany's defender #02 Antonio Ruediger, Germany's midfielder #07 Kai Havertz, Germany's defender #15 Niklas Suele and Germany's defender #23 Nico Schlotterbeck and (Bottom, L-R) Germany's midfielder #06 Joshua Kimmich, Germany's forward #10 Serge Gnabry, Germany's midfielder #14 Jamal Musiala, Germany's forward #13 Thomas Mueller and Germany's midfielder #21 Ilkay Gundogan cover their mouths as they pose for the group picture ahead of the Qatar 2022 World Cup Group E football match between Germany and Japan at the Khalifa International Stadium in Doha on November 23, 2022. (Photo by Ina Fassbender / AFP)

Os jogadores da selecção alemã de futebol taparam hoje a boca com as mãos na fotografia que tiraram antes do jogo com o Japão, na estreia no Mundial2022, numa alegada acção de protesto contra a FIFA.

Os 11 futebolistas escolhidos para alinhar de início perfilaram-se junto aos fotógrafos para a habitual fotografia antes do início da partida, mas com a particularidade de todos taparem a boca.

Recorde-se que o jogo Inglaterra – Irão ficou igualmente marcado por ‘mensagens’ de protesto por parte de ambas as selecções, ainda que por motivos alegadamente diferentes.

Sete selecções europeias, entre quais a da Alemanha, pretendiam utilizar no Mundial2022 uma braçadeira de capitão com a inscrição ‘One Love’ (um amor), em alusão à igualdade, mas a FIFA proibiu essa utilização, ameaçando com sanções.

Inglaterra, País de Gales, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Países Baixos e Suíça dispensaram, então, os seus ‘capitães’ do uso da braçadeira, face à possibilidade de serem penalizados, mas referiram estar “frustrados” com a inflexibilidade demonstrada pela FIFA.

A federação alemã de futebol, bem como o governo do país, foram alguns dos que criticaram a decisão da FIFA de impedir a utilização das braçadeiras.

O organismo que rege o futebol mundial decidiu, então, adiantar a campanha “Não à discriminação”, prevista inicialmente para a partir dos quartos de final do Mundial2022, a fim de permitir que os 32 capitães das selecções possam usar essa braçadeira durante o torneio.

Iran players listen to the national anthem ahead of the Qatar 2022 World Cup Group B football match between England and Iran at the Khalifa International Stadium in Doha on November 21, 2022. (Photo by FADEL SENNA / AFP)
England’s midfielder #04 Declan Rice (R) takes a knee at kickoff during the Qatar 2022 World Cup Group B football match between England and Iran at the Khalifa International Stadium in Doha on November 21, 2022. (Photo by Adrian DENNIS / AFP)

Desde que foi escolhido para organizar o Mundial2022 de futebol, que se iniciou no domingo e decorrerá até 18 de Dezembro, o Qatar tem sido alvo de várias críticas, nomeadamente no que diz respeito às suas posições em matéria de direitos humanos, das questões LGBTQ+ e de abuso sobre os trabalhadores migrantes.

Perante este contexto, algumas federações uniram-se em setembro na vontade de se expressarem com a iniciativa ‘One Love’, defensora de igualdade, em que eram apologistas do uso simbólico de uma braçadeira com a inscrição e as cores do arco-íris.

O Qatar, o primeiro país do Médio Oriente a organizar um campeonato do Mundo de futebol, garantiu que todos os adeptos são bem-vindos, sem discriminação, porém a lei do país criminaliza a homossexualidade.

AJO // PFO

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