Portuguese rider of Red Bull KTM Factory Racing team, Miguel Oliveira, attends a press conference ahead the the Motorcycling Grand Prix of Portugal at Algarve International race track, Portimao, south of Portugal, 15 April 2021. The Motorcycling Grand Prix of Portugal will take place on 18 April 2020. JOSE SENA GOULAO/LUSA

O piloto português Miguel Oliveira (KTM) disse estar “sem pressão para repetir ou melhorar o resultado do ano passado” no Grande Prémio de Portugal de MotoGP, cuja 16.ª edição se disputa entre hoje e domingo, em Portimão.

Na conferência de imprensa de antevisão da terceira prova da temporada, o piloto português, que ganhou a corrida do ano passado, após sair da ‘pole’, e é 14.º do campeonato de 2021, com quatro pontos, foi um dos seis pilotos presentes.

Miguel Oliveira esteve acompanhado dos espanhóis Joan Mir (Suzuki), campeão em título, Marc Márquez (Honda), que regressa em Portugal após nove meses de lesão, e Maverick Viñales (Yamaha) e dos franceses Fabio Quartararo (Yamaha) e Johann Zarco (Ducati), líder do campeonato, com 40 pontos.

(L-R) Fabio Quartararo, Miguel Oliveira, Johann Zarco, Joan Mir, Maverick Vinales, Marc Marquez, attend a press conference ahead the the Motorcycling Grand Prix of Portugal at Algarve International race track, Portimao, south of Portugal, 15 April 2021. JOSÉ SENA GOULÃO / LUSA

“Aqui, pontuar em grande é uma oportunidade real e temos de fazer o fim de semana com essa mentalidade e sem pressão nenhuma, porque não a temos, de ter de repetir ou melhorar o resultado do ano passado”, frisou Miguel Oliveira.

O piloto da KTM sublinhou, ainda assim, que pretende “dar continuidade” ao que fez no ano passado.

“Há algumas expectativas e não temos de nos sentir pressionados em repetir. Para mim, é um privilégio poder correr em casa. Não precisei de apanhar nenhum avião, o que é um bónus. Por isso, sinto-me em casa. Ontem [quarta-feira], as pessoas estavam a apoiar-me. Fiquei um pouco nervoso porque não esperava e foi uma boa surpresa. Espero que no domingo à noite estejam tão felizes quanto eu”, sublinhou o piloto de Almada.

Miguel Oliveira, apontado por alguns dos rivais como favorito, disse ainda esperar divertir-se “e ter um começo forte”.

Este ano, os pneus à disposição dos pilotos são ligeiramente diferentes do que eram no ano passado, em que Miguel Oliveira conseguiu a ‘pole position’ e a vitória na corrida.

“Felizmente, ainda temos o pneu simétrico traseiro, que é médio [em termos de dureza da borracha]. Temos de fazer os outros funcionar. É nisso que temos de nos concentrar. Especialmente, concentrarmo-nos se temos ganhos ao usar pneu macio na qualificação e ver se somos competitivos com estes compostos na frente”, explicou o homem da KTM.

Miguel Oliveira lembrou ainda a corrida do ano passado, em que “os tempos por volta foram muito justos na qualificação”, mas em que “na corrida as diferenças foram maiores”.

“É um circuito de uma linha única, o que torna difícil ultrapassar e ganhar tempo. Em Portimão, se encontrarmos uma boa linha, temos mais a ganhar do que aquilo que a mota nos dá”, explicou o almadense.

Miguel Oliveira frisou que o fator decisivo para um bom resultado será “a capacidade de adaptação” ao que acontecer em pista.

Portuguese rider of Red Bull KTM Factory Racing team, Miguel Oliveira, attends a press conference ahead the the Motorcycling Grand Prix of Portugal at Algarve International race track, Portimao, south of Portugal, 15 April 2021. JOSE SENA GOULAO/LUSA

“Não sei se o ano passado vai ter assim tanta importância. Todos melhoraram. Temos de nos adaptar a qualquer situação que apareça. Esse será o fator decisivo”, disse.

O piloto luso deu, ainda, as boas-vindas a Marc Márquez.

“Apesar de ter bons resultados no ano passado, faltava aquele que tem dominado, disse Oliveira.

O espanhol, antigo hexacampeão mundial, acabou por apontar o piloto português como um dos favoritos do fim de semana, assim como o francês Fabio Quartararo (Yamaha), quando todos foram chamados a eleger a equipa ideal para este GP.

 Marc Márquez regressa no Algarve “com borboletas no estômago” 

O piloto espanhol Marc Márquez (Honda), que regressa à competição este fim de semana no Grande Prémio de Portugal de MotoGP após nove meses lesionado, admitiu hoje que está a sentir “borboletas no estômago” devido ao nervosismo.

“Ainda sinto as borboletas no estômago, o que não é normal. A reabilitação tem dois lados. O físico – e nesse aspeto sinto-me pronto -, e o mental, que se faz passo a passo”, disse o piloto da Honda, na conferência de antevisão da 16.ª edição da prova portuguesa, que se disputa entre sexta-feira e domingo, no Autódromo Internacional do Algarve.

Márquez lembrou que nos últimos nove meses andou “três vezes de mota, a última há um mês”, precisamente no AIA, com uma mota de série, pelo que esta prova será “uma incógnita”.

“Não sei como vai reagir o meu braço e o meu corpo. Gostava de me sentir mais preparado e amanhã [sexta-feira] ter um teste privado, mas não temos essa possibilidade. É tempo de andar de mota. Tomámos a decisão em conjunto com os médicos, e por unanimidade. Não tenho qualquer objetivo de resultado este fim de semana, só quero pilotar. Teremos tempo de colocar pressão. Agora, é tempo de apenas pilotar”, sublinhou.

Marc Márquez admitiu, ainda, ter aprendido “uma lição” com a lesão e a recaída sofrida quando regressou ao ativo apenas dois dias após ter sido submetido à primeira de três operações à fratura no úmero do braço direito.

“O que aprendi é que temos muitas corridas pela frente e um único corpo. Cometi um erro e reconheço isso”, sublinhou Márquez.

Spanish rider of Repsol Honda team, Marc Marquez, attends a press conference ahead the the Motorcycling Grand Prix of Portugal at Algarve International race track, Portimao, south of Portugal, 15 April 2021. JOSE SENA GOULAO/LUSA

Tendo acompanhado a época anterior pela televisão, “sentado no sofá”, o espanhol, campeão mundial de MotoGP em 2013, 2014, 2016, 2017, 2018 e 2019, de Moto 2 em 2012 e de 125cc em 2010, tem dificuldade em apontar um favorito à vitória.

“Não posso escolher um favorito. Em MotoGP, há 10 pilotos que podem vencer. Estão aqui cinco que podem vencer no domingo. Não aposto em ninguém porque o risco de errar é grande”, frisou.

O catalão, de 28 anos, admitiu, ainda, ter passado por maus momentos durante o processo de recuperação, sobretudo “em outubro e novembro”, numa altura em que “não conseguia sequer pegar num copo de água”.

“Quando me diziam que podia não recuperar, acreditava, pois não podia pegar sequer num copo de água”, referiu.

Sobre o traçado português, onde treinou há cerca de um mês, diz que “é muito técnico e difícil”.

“É difícil encontrar o limite, com curvas cegas. Com a mota de série custou encontrar os pontos de referência. Será mais uma situação à qual tenho de me adaptar. Mas é um circuito muito bonito”, concluiu Marc Márquez.

A 16.ª edição do GP de Portugal decorre entre sexta-feira e domingo, no Autódromo Internacional do Algarve.

AGYR // PFO

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