
O piloto português Miguel Oliveira (KTM) revelou não estar “a 100 por cento” depois da queda sofrida na sessão de qualificação para o Grande Prémio de Portugal de MotoGP, que o deixou na 10.ª posição da grelha.
Em conversa com os jornalistas após a sessão, o almadense considerou que foi “um resultado curto”.
“Tive uma queda na segunda tentativa [de melhorar o tempo]. Perdi a frente [da mota]. Estava a melhorar nos dois primeiros sectores, poderia ter ficado mais à frente [na classificação]. A quarta fila da grelha é o que temos de aceitar. Não estou a 100 por cento, tenho feridas nas mãos e braços e numa perna. Mas não há muito que possa fazer do que gelo e tentar reduzir a inflamação”, revelou o piloto da KTM.
Ainda assim, Miguel Oliveira diz não estar “preocupado com a corrida”.
“Com estes pneus, não sabemos [o que vai acontecer]. Vamos saber amanhã [domingo], na corrida, o que conseguimos fazer. Espero uma corrida suave e ganhar lugares desde o arranque”, sublinhou.
O importante agora é fazer um bom arranque, temos um bom ritmo para disputar posições cimeiras. 💪🏻 #vamoscomtudo #turma88…The important thing now is to make a good start, we have a good pace to compete for top positions. 💪🏻 #vamoscomtudo #turma88
Posted by Miguel Oliveira on Saturday, April 17, 2021
Para Miguel Oliveira, as várias quedas que aconteceram ao longo do dia acabam por ser uma consequência do tipo de desporto em causa.
“É um desporto motorizado, é perigoso e quando se cai tanto se pode sofrer alguma coisa como não ter nada. Não se pode culpar o desporto”, disse, afastando a ideia de que na origem das quedas poderiam estar os problemas de pneus de que o piloto se vem queixando desde o início da época.
Ainda assim, o piloto português revela que os pneus possam ajudar a explicar a diferença de prestações face ao ano passado, quando conseguiu a ‘pole position’.
“Por razões diferentes não conseguimos ter a mesma segurança do ano passado. Talvez os pneus sejam uma delas. Temos de fazer o melhor possível para termos um bom resultado”, frisou Oliveira.
O piloto luso também recusou a ideia de que as mudanças operadas nos compostos de pneus tenham sido propositadas para travar a evolução da KTM, o construtor mais afectado.
“Seria alimentar uma teoria de conspiração que a Michelin trouxe pneus para nos favorecer ou prejudicar. Estamos num desporto muito competitivo. Para nós é um ‘handicap’. Jamais pensaria que seria com a intenção de manipular ou prejudicar o resultado”, frisou Miguel Oliveira.
O piloto português qualificou-se na 10.ª posição da grelha de partida para o GP de Portugal de MotoGP, terceira prova do campeonato do mundo, que se realiza este domingo, a partir das 14:00 (hora luxemburguesa).
Com duas jornadas já realizadas, Miguel Oliveira está na 14.ª posição, com quatro pontos, a 36 do líder, o francês Johann Zarco.
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