José Eduardo Pinto da Costa - FOTO DR

O especialista em medicina legal José Eduardo Pinto da Costa morreu hoje (08), aos 87 anos, confirmou o Futebol Clube do Porto.

“Morreu hoje, aos 87 anos de idade, o médico e professor universitário José Eduardo Pinto da Costa, antigo membro do corpo clínico do FC Porto e irmão do presidente Jorge Nuno Pinto da Costa”, pode ler-se num comunicado publicado pelo clube.

De acordo com o mesmo texto, as cerimónias fúnebres acontecem na quinta-feira, a partir das 17:00 (hora local), na igreja de Cedofeita, no Porto.

O comunicado acrescenta que, “num momento tão difícil, o FC Porto solidariza-se com os familiares e amigos de José Eduardo Pinto da Costa e endereça-lhes sentidas condolências”.

José Eduardo Pinto da Costa foi professor da Faculdade de Medicina e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), da Universidade do Porto (UP), e director do Instituto de Medicina Legal do Porto.

Nascido no Porto, em 03 de abril de 1934, José Eduardo Pinto da Costa inscreveu-se na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, que frequentou até 1960, ano em que concluiu a licenciatura com a tese “Morte por Acção do Óxido de Carbono”, classificada com 18 valores e citada na revista da Interpol, segundo a biografia disponível na página de antigos estudantes ilustres da UP.

Nomeado professor assistente em 1961, passou a professor auxiliar, depois a professor associado (1979) e a professor catedrático (1996), na Faculdade de Medicina da UP.

Em 1975, foi nomeado sub-diretor do Instituto de Medicina Legal do Porto, instituição que passou a dirigir no ano seguinte.

De acordo com a mesma biografia, no final dos anos 80 do século XX foi eleito primeiro presidente do Colégio da Especialidade de Medicina Legal da Ordem dos Médicos e presidiu ao Conselho Superior de Medicina Legal.

Foi o responsável pela instituição do Mestrado de Medicina Legal do ICBAS, curso criado em 1999.

De acordo com a informação disponível na página da UP, orgulhava-se de ao longo da sua carreira ter efectuado cerca de trinta mil autópsias.

Em 1997, abandonou a clínica geral para se dedicar em exclusividade à medicina legal, sendo professor jubilado do ICBAS.

PM/TDI // TDI

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