O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (E), conversa com o ex-futebolista Luís Figo (D) no inicio da iniciativa “Desportistas no Palácio de Belém” aberta à participação das escolas dos ensinos básico e secundário e que tem como objetivo aprofundar o interesse dos jovens pelas diferentes modalidades desportivas, através de encontros entre alunos e desportistas, no antigo Museu dos Coches, em Lisboa, 29 de outubro de 2019. TIAGO PETINGA/LUSA

O ex-internacional português Luís Figo defendeu que “as claques são fundamentais para os clubes, desde que haja apoio cívico dentro das normas”, durante a iniciativa Desportistas no Palácio de Belém, promovida pelo Presidente da República.

“Não sei os problemas que surgiram entre as claques e a presidência do Sporting. As claques são fundamentais para os clubes desde que haja apoio cívico dentro das normas, que têm de ser respeitadas por toda a população num estado democrático. O que queremos todos é que o Sporting funcione e tenha resultados. Mais problemas à volta da equipa e do clube acho que influencia negativamente, o que não é bom para ninguém”, justificou.

Depois de ser recebido por Marcelo Rebelo de Sousa, que destacou os vários talentos do antigo jogador, “sobretudo a inteligência demonstrada desde muito cedo”, e de se colocar à disposição das várias perguntas dos alunos das oito Escolas presentes no Museu Nacional dos Coches, Luís Figo voltou a sublinhar não ter como objetivo ser treinador, “nem do Sporting, nem de outro clube.”

“O que espero é que o Sporting possa ter sempre um percurso de êxitos. E quando não é assim, como todos os sportinguistas, há esperança de que as coisas mudem no sentido vitorioso de resultados e de títulos. A única forma que conheço de sucesso no futebol, e qualquer atividade empresarial, é o trabalho. Trabalhar no sentido de criar as condições para que a equipa seja forte, trabalhe com tranquilidade, tenha bons jogadores e que exista um equilíbrio tanto a nível económico, como desportivo”, destacou, defendendo ser “fácil falar, estando de fora.”

Além de assegurar estar feliz nas suas funções na UEFA, o antigo jogador do Real Madrid e Barcelona garante nunca ter surgido “oportunidade de regressar a Portugal e ao Sporting”, por isso uma eventual disponibilidade para se candidatar à presidência leonina não se coloca, até porque não é pessoa de se propor.

“As coisas têm que surgir”, assumiu.

Quanto à seleção portuguesa, Luís Figo acredita que Portugal vai garantir o apuramento para a fase final do Euro2020, quando ainda faltam disputar dois jogos, e tem todas as condições para revalidar o título conquistado, em 2016, diante a França.

“Não tenho dúvidas que Portugal será mais uma vez apurado e marcará presença num grande evento, como é o Europeu. Somos das melhores seleções da Europa e do mundo, temos todas as condições para revalidar [o título europeu] e é normal que o objetivo seja esse, mas depende de muitas circunstâncias”, lembrou.

Além de defender que Cristiano Ronaldo, “uma peça importante na seleção e que continua a render ao mais alto nível”, “merecia, sem dúvida, ter sido o vencedor” do prémio da FIFA para o melhor jogador do ano, Figo não poupou elogios a Jorge Jesus, treinador do Flamengo.

“Não tenho dúvidas que Jesus tenha sucesso onde esteja, seja no Brasil ou noutro sítio onde tenha as condições necessárias para fazer um bom trabalho. É um treinador que pessoalmente gosto muito, já demonstrou as qualidades que tem e fico feliz porque prestigia a profissão d treinador português no Brasil”, finalizou aquele foi eleito o melhor jogador do Mundo pela FIFA em 2001.

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