Os advogados, João Carlos Silva (E), Magalhães e Silva (C) e Tiago Bastos (D), que representam arguidos detidos na operação "Cartão Vermelho", no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, 09 de julho de 2021. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Luís Filipe Vieira, que suspendeu o mandato de presidente do Benfica, vai prestar declarações ao juiz de instrução criminal no âmbito do processo ‘cartão vermelho’, disse hoje o advogado Magalhães e Silva.

“Vai prestar declarações. Não há nenhuma razão para que não responda, a não ser que seja alguma coisa de inconveniente lhe seja perguntada. Agora, à matéria da indiciação vai responder a todas as questões”, disse o advogado.

À saída do Tribunal Central de Investigação Criminal (TCIC), Magalhães e Silva disse esperar que o interrogatório a Luís Filipe Vieira, que vai decorrer no sábado, seja longo e que as medidas de coacção sejam conhecidas no mesmo dia.

Interrogatório a Luís Filipe Vieira realiza-se no sábado

O interrogatório a Luís Filipe Vieira vai realizar-se no sábado, adiantou hoje o advogado Castanheira Neves, que defende outros arguidos do processo ‘cartão vermelho’.

“Terminou por hoje. Recomeça amanhã [sábado], às 9:00, para cumprimento do interrogatório que ainda falta, do senhor Luís Filipe Vieira”, referiu, à saída no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), Castanheira Neves, que defende José António dos Santos.

Castanheira Neves disse que o seu “constituinte está cansado”, salientando que tem 80 anos, “mas está muito tranquilo”.

O advogado de José António Santos, Castanheira das Neves, à saída do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, Portugal, 09 de Julho de 2021. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Luís Filipe Vieira será, assim, o último a ser ouvido pelo juiz Carlos Alexandre, no TCIC, no âmbito do processo ‘cartão vermelho’.

Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos na quarta-feira, numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado e algumas sociedades.

Segundo o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) estão em causa factos susceptíveis de configurar “crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento de capitais”.

Para esta investigação foram cumpridos cerca de 45 mandados de busca a sociedades, residências, escritórios de advogados e uma instituição bancária em Lisboa, Torres Vedras e Braga. Um dos locais onde decorreram buscas foi a SAD do Benfica que, em comunicado, adiantou que não foi constituída arguida.

CYP // NFO // RPC

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