© Xutos & Pontapés

Fã que é fã perdeu a conta ao número de concertos que já viu da banda por terras lusas e no estrangeiro, mas cada espectáculo dos Xutos & Pontapés é sempre como se fosse o primeiro.

De letras na ponta da língua, de refrões cantados em uníssono e de gargantas mais ou menos afinadas – dependendo do estado etílico – os fãs, milhares, não têm dúvidas de qual é a melhor banda de rock portuguesa, em português: Os “Xutos”.

No país dos ‘Tonys’, ‘Emanueis’, ‘Toys’ e ‘Marias Leais’, há quatro jovens punk-rockers, rebeldes, filhos do 25 de Abril, que naquela noite de 13 de janeiro de 1979 mal sabiam que iriam inscrever os seus nomes nos anais da História do rock português: Zé Pedro, Kalú, Tim e Zé Leonel.

Em pouco mais de 5 minutos e quatro músicas depois, o salão de baile dos Alunos de Apolo, em Lisboa, tinha ‘parido’ os Xutos. Ou seriam os ‘Delirium Tremens’ ou ‘Beijinhos e Parabéns’? Bem, não interessa. Acabou tudo ao Pontapé! E com milhares sempre a delirarem por mais ‘biqueirada’.

© Xutos & Pontapés

Era de madrugada, o rock e o cheiro a ganza perfumavam o ar poluído de Lisboa – ah a eterna menina e moça – e nascia a lenda! Uma narrativa que celebra hoje, 13 de janeiro de 2022, 43 anos de altos e baixos. “Um excesso de consumo”, talvez.

Influenciados pelo punk-rock que entrava em força na cena musical estrangeira, os Xutos foram desbravando o seu caminho e definindo o seu trilho até aos dias de hoje.

Quarenta e três anos depois, o grupo persiste na música portuguesa, mas já sem Zé Pedro e Zé Leonel, ambos falecidos.

Em 1981, entra o guitarrista Francis e sai Zé Leonel, que viria a fundar os Ex-Votos.

Entretanto é lançado o primeiro ‘petardo’, o primeiro álbum: “1978-1982”, que não deixou ninguém indiferente.

A banda vai sofrendo os seus ajustes no ‘line-up’ e em 1983 Francis sai da banda que passa a actuar com músicos convidados, entre os quais o saxofonista Gui, agora membro pleno. No mesmo ano entrava para a banda o guitarrista João Cabeleira.

Ajuste aqui, ajuste ali e estava encontrada a fórmula mágica:  Tim (voz, baixo), Zé Pedro e João Cabeleira (guitarras), Kalú (bateria) e Gui (saxofonista).

Xutos & Pontapés – FOTO DR

Com o rock a ferver nas veias, o sucesso mediático só chega em 1987 com o álbum “Circo de Feras” e os seus mega sucessos “Contentores”, “Não sou o único” e “N’América” e “A minha casinha”.

De lá para cá, a banda gravou um total de 13 álbuns de estúdio e uma dezena ao vivo e a banda sonora do filme Tentação (1998).

78/82 (1982), Cerco (1985), Circo de Feras (1987), 88 (1988), Gritos Mudos (1990), Dizer Não De Vez (1992), Direito ao Deserto (1993), Dados Viciados (1997), XIII (2001), Mundo ao Contrário (2004), Xutos & Pontapés (2009), Puro (2014) e Duro (2019).

Duro, de 2019, foi o primeiro álbum em que Kalú, Tim, João Cabeleira e Gui não contaram com o guitarrista Zé Pedro, que morreu em 2017. Quis o destino que o primeiro concerto da banda sem Zé Pedro acontecesse no Luxemburgo, a 18 de dezembro de 2017.

Com o “Mundo ao Contrário” devido à pandemia da Covid-19 que mais parece “O Fim do Mundo”, os Xutos assinalam o seu 43° aniversário hoje (13) e amanhã (14), no Porto, com dois concertos com a  Orquestra Filarmónica Portuguesa, no Super Bock Arena (para velhotes como eu, o eterno Pavilhão Rosa Mota).

Em jeito de celebração, o LUX24 preparou-lhe uma lista com 43 temas dos Xutos, uma forma de homenagear os 43 anos da banda, para muitos – incluindo o escriba – a melhor banda de rock portuguesa e em português.

Parabéns, Xutos & Pontapés! Afinal, já são 43 anos mesmo à maneira deles!

PAULO DÂMASO / LUX24

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