James Hetfield e Kirk Hammett, dos Metallica, durante o concerto no Restelo, Portugal, 01.05.2019. FOTO: TIAGO PETINGA LUSA

Os Metallica e os Imagine Dragons foram hoje confirmados para a 14.ª edição do festival Alive, marcada para os dias 06 a 09 de julho de 2022, no Passeio Marítimo de Algés, anunciou a promotora Everything is New.

“Metallica e Imagine Dragons são as grandes novidades que se juntam ao cartaz de 2022, com o tão desejado regresso dos Da Weasel”, lê-se no comunicado da promotora.

Faith No More, Royal Blood, Parov Stelar, Tom Misch, Caribou, Parcels, Phoebe Bridgers, Dino D’Santiago, Seasick Steve, Inhaler, Hobo Johnson and the Lovemakers e Manel Cruz marcam também presença nos palcos da 14.ª edição, adianta a promotora, confirmando a manutenção de alguns nomes que estavam anunciados para as edições canceladas dos dois últimos anos (2020 e 2021), por causa da pandemia, como era o caso do regresso dos Da Weasel, previsto desde 2020.

“Os bilhetes adquiridos para o NOS Alive’20 e NOS Alive’21 são válidos para os dias de semana correspondentes do NOS Alive’22”, esclarece a Everything is New, admitindo a possibilidade de troca “para outro dia, mediante disponibilidade de lotação” ou ainda “por um vale”, no ponto de venda onde o bilhete tenha sido adquirido, “apresentando o bilhete e prova de compra”.

O anúncio do adiamento do festival de música NOS Alive, em Oeiras, de julho deste ano para um ano depois, foi feito na última semana de maio, por causa “da situação pandémica actual, que limita a circulação entre países”, inviabilizando as digressões de músicos.

O Alive contava ter actuações de nomes como Red Hot Chili Peppers, Alt-J, Black Pumas e Two Door Cinema Club.

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Posted by Everything Is New on Wednesday, June 16, 2021

Os bilhetes para a edição de 2022 foram colocados à venda em 24 de maio.

O anúncio dos novos nomes acontece poucas horas depois de conhecida a norma da Direção Geral da Saúde (DGS), que especifica o número de participantes em eventos familiares, culturais e desportivos, a partir dos quais devem ser realizados testes de diagnóstico à covid-19, uma medida contestada pelos promotores, que prevêem diminuição de público e “uma catástrofe” para o sector cultural, com o teste obrigatório pago.

A norma da DGS recomenda testes à covid-19 em eventos familiares com mais de 10 pessoas, e em eventos culturais e desportivos, com mais de mil espectadores, em ambiente aberto, “ou superior a 500, em ambiente fechado”.

A definição do número de participantes acontece depois de, na passada quarta-feira, o Conselho de Ministros ter aprovado a obrigatoriedade de realização de testes de diagnóstico para acontecimentos familiares, desportivos e culturais.

O promotor Álvaro Covões, da direcção da Associação de Promotores de Espectáculos, Festivais e Eventos (APEFE), em declarações à agência Lusa, na segunda-feira, considerou já que a obrigatoriedade destes testes, antes de eventos culturais, com custos para os espectadores, seria “uma catástrofe para o sector cultural”.

“Se agora há pouco público, [com teste obrigatório pago] ainda haverá menos – a chatice que é fazer um teste a cada espectáculo. E depois há o princípio da proporcionalidade, em que pode ser mais caro o teste do que o bilhete. É completamente sem nexo e sem organização”, lamentou então o promotor.

No domingo, a Associação Espectáculo – Agentes e Produtores Portugueses defendeu que os testes de diagnóstico deviam ser gratuitos em eventos culturais e, como contrapartida à obrigatoriedade, pedia um aumento da lotação das salas.

Na terça-feira, a Associação Portuguesa de Festivais de Música, em comunicado, manifestou-se “a favor de uma testagem massificada, mas coerente com outros sectores e coerente com o desenvolvimento económico, e não com o carácter prejudicial actual, que coloca o custo no público ou no promotor”.

Em abril e maio, foram feitos vários eventos-piloto, em Braga, Coimbra e Lisboa, em que foram realizados, previamente, testes de diagnóstico aos espectadores.

Esse eventos-piloto, realizados em articulação com a DGS e a Cruz Vermelha Portuguesa, tinham como objectivo, segundo o Governo, definir “novas orientações técnicas e a realização de testes de diagnóstico de SARS-CoV-2 para a realização de espectáculos e festivais”.

Na segunda-feira, Álvaro Covões disse à agência Lusa que a DGS informara as associações do sector, na sexta-feira passada, na mais recente reunião com representantes e o Governo, de que teria tido “um problema informático” com os dados dos eventos-piloto.

A DGS, numa resposta enviada à agência Lusa na terça-feira, admitiu a demora do processo, por ser “necessário fazer corresponder a informação de identificação que foi utilizada para aceder aos eventos com o número de utente do Serviço Nacional de Saúde”.

Fonte da DGS disse à agência Lusa que a demora não se deve a qualquer erro técnico ou informático.

“Os trabalhos de monitorização de potenciais casos de infecção de SARS-CoV-2, após a assistência aos eventos culturais piloto de abril e maio, estão ainda em conclusão”, disse a DGS.

MAG (JRS/SS) // SB

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