Os portugueses Moonspell em plena actuação na Kultufabrik, em Esch/Alzette, no Luxemburgo, em 10.12.2019 (FOTO © PAULO DÂMASO / LUX24)

A banda portuguesa Moonspell inicia este mês na Roménia a digressão internacional de celebração dos 30 anos de carreira, que inclui datas na Europa, Estados Unidos, Canadá e México e termina em novembro no Coliseu de Lisboa. A digressão passará igualmente pelo Luxemburgo. Será o quarto concerto dos Moonspell no Grão-Ducado.

De acordo com a banda, numa publicação partilhada hoje nas redes sociais, a digressão “The Greater Tour” tem início na terça-feira em Cluj-Napoca, cidade situada no Norte da Roménia.

Na quinta-feira, a banda tem outro concerto marcado na Roménia, em Bucareste, seguindo-se depois datas na Bulgária, Turquia, Malta, Reino Unido, Espanha, França, República Checa, Itália, Eslovénia e Alemanha.

Em 25 de agosto, a banda inicia, em Nova Iorque, uma série de concertos nos Estados Unidos da América, com actuações em cidades como Orlando, Atlanta, Baltimore, Houston, Dallas, Los Angeles, San Diego, Portland, Seattle, Denver, e Boston, onde acontece o último espetáculo, em 18 de setembro.

Pelo meio, os Moonspell têm marcado um concerto no México, em 03 de setembro no Candelabrum Festival, em León, e dois no Canadá, em 15 de setembro em Toronto e em 16 de setembro em Montreal.

A banda liderada por Fernando Ribeiro regressa à Europa ainda em setembro para concertos na Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, França, Suíça, República Checa, Hungria, Áustria, Polónia e Países Baixos.

Tal como o LUX24 já tinha avançado em setembro de 2021, no Luxemburgo, a actuação dos Moonspell, na Ultima Ratio Fest, contará ainda com as actuações de My Dying Bride, Borknagar, Wolfheart e Hinayana. Será o quarto concerto dos Moonspell no Grão-Ducado.

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A digressão termina em Portugal, com dois concertos previamente anunciados, de celebração dos 30 anos de carreira dos Moonspell: em 31 de outubro no Coliseu do Porto e 01 de novembro no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

Num comunicado divulgado em dezembro, a banda revelava que nos concertos irão apresentar “um alinhamento que remontará às origens (‘Anno Satanae’/’Under the Moonspell’) sendo o resto dos temas escolhidos pelos fãs, em regime ‘by request’ [por pedido], através da votação nas redes sociais da banda”.

Os Coliseus vão ainda ter patente uma exposição de “30 objectos icónicos, pertencentes à coleção privada da banda, que poderá ser visitada no dia dos concertos”.

“Corria o ano de 1992 quando os Morbid God se transformaram nos Moonspell. Em 2022 cumprem 30 anos de uma carreira fulgurante: são, não só, o ‘top of mind’ do Heavy Metal nacional mas também os autores das páginas mais célebres do capítulo Português na História mundial do Heavy Metal”, lê-se no comunicado divulgado em dezembro, no qual se recordava o meio milhão de discos vendidos pela banda.

“Hermitage”, o 13.º e álbum mais recente dos Moonspell, foi editado em fevereiro do ano passado.

OS MOONSPELL SÃO FERNANDO RIBEIRO (VOZ), AIRES PEREIRA (BAIXO), RICARDO AMORIM (GUITARRA), PEDRO PAIXÃO (TECLADOS/OUTROS) E HUGO RIBEIRO (BATERIA).

Fruto de um processo que se iniciou em 2017, no rescaldo de “1755”, “Hermitage” foi gravado no Reino Unido com produção de Jaime Gomez Arellano, que “percebeu muito bem o som” que a banda pretendia de “um disco sem qualquer espécie de amarras, ao legado, à sonoridade, à futura opinião dos fãs”.

“Numa certa altura, em 2019, senti que a música tinha ido a um sítio, mas não tinha passado dali, e pressionei muito para o [teclista] Pedro [Paixão] e o [guitarrista] Ricardo [Amorim] se libertarem. […] A partir daí, conseguimos arranjar aquilo que pensávamos que iria destacar este álbum dos outros. Um som muito mais personalizado, quase um diálogo entre os cinco músicos e o fã, sem muitas camadas, sem a parte operática do ‘1755’, sem a parte bombástica, algo mais fluído”, disse à Lusa Fernando Ribeiro, em fevereiro do ano passado.

Em termos conceptuais, o álbum deve-se a uma “consciencialização filosófica de que, apesar da conectividade, existia um grau de solidão nunca visto no mundo” e, por isso, Fernando Ribeiro começou a pesquisar o que rodeia a ideia de ermita.

A pandemia da Covid-19 teve impacto no lado logístico, mas não no “desenlace artístico” do álbum, segundo o vocalista do grupo: “Tivemos muita sorte porque tudo o que não decidimos a tempo, o que não arriscámos, ficou irremediavelmente comprometido”.

ND com Lusa

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