António Gamito, Embaixador de Portugal no Luxemburgo - FOTO: PAULO DÂMASO / LUX24

O Festival de Cinema Português no Luxemburgo chegou este sábado (21) ao fim “com balanço positivo” depois de uma semana recheada de filmes ‘Made in Portugal’ e apesar dos constrangimentos causados por causa da pandemia do Covid-19.

O balanço final foi traçado pelo embaixador de Portugal no Luxemburgo, António Gamito, que considera que o festival já conquistou o seu lugar no coração dos portugueses radicados no Grão-Ducado.

“Este Festival de Cinema Português já se organiza há alguns anos e tem tido o mérito de trazer à comunidade portuguesa no Luxemburgo o que melhor se produz em Portugal no domínio da 7ª arte. A sua existência faz parte do processo de aproximação cultural aos portugueses aqui radicados. Desde que aqui cheguei tenho tentado combinar mais o cinema que projectamos para públicos mais críticos e restritos com o cinema mais dirigido ao grande público, podendo assim chegar a diferentes cinéfilos que têm em comum um elemento: apreciar cinema e em particular o português”, disse António Gamito ao LUX24.

O 11° Festival de Cinema Português, no Luxemburgo, decorreu entre 13 e 21 de Novembro de 2020, com a projecção de 7 filmes, na Cinemateca do Luxemburgo (à excepção da sessão inaugural no Kinepolis), entre eles o biopic sobre António Variações, “Variações“, o filme sobre o malogrado guitarrista dos Xutos & Pontapés “Zé Pedro Rock’n’Roll” ou o recém estreado nas salas portuguesas “O nosso Cônsul em Havana“.

O Covid-19 não travou o certame cinematográfico e, apesar das restrições, as salas estiveram “esgotadas” (com respeito pelas medidas sanitárias em vigor).

“A pandemia colocou-nos obstáculos sérios na organização desta edição do Festival de Cinema Português porque, naturalmente, fomos obrigados a cumprir as regras sanitárias em vigor, que nos limitou, por exemplo, o número de lugares disponíveis nas salas onde os filmes foram projectados. Não obstante, dizem-me que todas as sessões estiveram esgotadas, o que constitui um bom sinal para continuar”, revelou António Gamito.

O certame, organizado pela Embaixada de Portugal no Luxemburgo e pelo Centro Cultural Português – Camões no Grão-Ducado, assumiu mais uma vez um papel importante na divulgação e promoção do cinema português ‘made in Portugal’ junto da comunidade.

O regresso do Festival de Cinema Português está previsto para 2021, mas “a sua existência dependerá do estado da pandemia” em Novembro do próximo ano.

“Este festival tornou-se um clássico no plano cultural de actividades da Embaixada / Centro Cultural Camões. Contudo, a sua existência dependerá do estado da pandemia em Novembro do próximo ano (recordo que este ano tivemos sorte, pois na próxima semana já não poderíamos exibir os filmes uma vez que as salas de cinema serão encerradas novamente) e ainda e sempre do orçamento que nos for atribuído pelas competentes autoridades portuguesas, que influencia naturalmente as escolhas dos filmes”, rematou o embaixador António Gamito nas declarações ao LUX24.

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