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O trabalho da artista portuguesa Helena Almeida (1934-2018) vai estar representado numa exposição colectiva para assinalar os 25 anos de existência da colecção do Museu de Arte Moderna do Luxemburgo (MUDAM), a inaugurar este sábado (21) no museu luxemburguês.

Os 25 anos da Coleção Mudam‘ é o título desta mostra que tem como comissários Lisa Baldelli e Marie-Noëlle Farcy, e ficará patente até 03 de abril de 2022 numa das galerias do museu, segundo um comunicado hoje divulgado pela instituição.

A mostra, segundo a organização, será uma ocasião para celebrar também os 15 anos da criação do MUDAM Luxembourg – Musée d’Art Moderne Grand-Duc Jean, e “sublinhar a diversidade da Coleção MUDAM, cujas primeiras aquisições remontam a 1996, durante a fase de configuração do museu”.

“Através da selecção de cerca de 40 obras, esta nova exposição propõe um panorama em torno das questões da forma, de processos ou de atitudes na arte contemporânea, desde os anos 1960 até às primeiras décadas do século XXI”, salienta a direcção do museu, acrescentando que a mostra permitirá também ao público conhecer as linhas mestras de orientação do espaço museológico.

A portuguesa Helena Almeida estará representada entre artistas de várias nacionalidades, como Marina Abramovic, Etel Adnan, David Altmejd, John Armleder, Fikret Atay, Katinka Bock, Tania Bruguera, Lonnie van Brummelen & Siebren de Haan, Lee Bul, Hannah Collins, Tony Conrad, Marie Cool Fabio Balducci, Tony Cragg, Simone Decker, Jürgen Drescher, Jimmie Durham, William Engelen, General Idea, Tina Gillen, Giorgio Griffa e Edi Hila.

Também foram escolhidas obras de Suki Seokyeong Kang, On Kawara, William Kentridge, Terence Koh, Jutta Koether, Eva Kotátková, Lutz & Guggisberg, Isa Melsheimer, Bruce Nauman, Jayson Scott Musson, Frank Nitsche, Blinky Palermo, Bernard Piffaretti, Bojan Sarcevic, Sarkis, Patrick Saytour, Thomas Schütte, Patrick Tosani, Janaina Tschäpe, Cy Twombly, Javier Vallhonrat, Franz Erhard Walther, Kara Walker, Franz West, Raphaël Zarka, Rémy Zaugg e Heimo Zobernig.

Os critérios para a selecção de obras desta exposição passaram pelos conceitos de criação artística contemporânea, sublinhando, por exemplo, “a influência da arte conceptual ou minimal nas práticas actuais, e também a forma como a figuração e a abstracção continuam a criar um renovado diálogo, e o lugar da imagem na representação do mundo”.

[COLLECTION BDAY]New collection presentation, offering an overview of contemporary art, from the 60s to the first…

Posted by Mudam Luxembourg Museum on Friday, November 20, 2020

“Coloca também em evidência a diversificação dos materiais usados e os processos utilizados pelos artistas, seja o uso de materiais industriais, a inclusão de objetos, a transformação do corpo em objecto artístico [como é o caso da obra de Helena Almeida], ou a definição de protocolos de criação”, adianta ainda o texto sobre a exposição.

Nascida em Lisboa, em 1934, Helena Almeida criou, a partir dos anos 1960, uma obra multifacetada, sobretudo na área da fotografia, tornando-se uma figura destacada no panorama artístico português contemporâneo.

Representou Portugal na Bienal de Veneza por duas ocasiões: em 1982 e em 2005, e em 2004, participou na Bienal de Sidney.

A sua obra está presente em colecções portuguesas e internacionais como, a Colecção Berardo e a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa; Fundação de Serralves, no Porto; Centro de Artes Visuales, Fundación Helga de Alvear, em Cáceres; Fundación ARCO, em Madrid; Hara Museum of Contemporary Art, em Tóquio; MEIAC – Museo Extremeno e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, em Badajoz; Museu de Arte Contemporânea de Barcelona; Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madrid; e na Tate Modern, em Londres.

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