O escritor brasileiro Silviano Santiago é o vencedor do Prémio Camões 2022 - FOTO DR

O escritor brasileiro Silviano Santiago é o vencedor do Prémio Camões 2022, anunciou hoje o ministro português da Cultura, Pedro Adão e Silva.

Silviano Santiago, de 86 anos, é um ensaísta, poeta, professor contista e romancista brasileiro. Natural de Formiga, Minas Gerais, Brasil, é autor dos romances “Em liberdade” e “Uma história de família” e dos contos “Keith Jarret no Blue Note”, entre muitas outras obras literárias.

O escritor brasileiro é o vencedor da 34.ª edição do Prémio Camões

Silviano Santiago, além de escritor com uma obra literária com vários prémios nacionais e internacionais (Jabuti, Oceanos, etc.), é um pensador capaz de uma intervenção cívica e cultural de grande relevância, com um contributo notável para a projecção da língua portuguesa como língua do pensamento crítico, no Brasil e fora dele (nos países ibero-americanos, africanos, nos Estados Unidos e na Europa)“, lê-se na nota do Ministério português da Cultura, citando o júri da 34.ª edição do Prémio Camões.

Doutorado em Letras Francesas pela Universidade de Sorbonne, de Paris, em 1968, com uma tese sobre “Os Moedeiros Falsos”, de André Gide, a biografia divulgada pelo Prémio Camões identifica-o igualmente como bacharel em Letras Neolatinas pela Universidade Federal de Minas Gerais (1959), com especialização em Literatura Francesa, como bolseiro do Centre d`Études Supérieures de Français, no Rio de Janeiro, entre 1960 e 1961.

O Prémio Camões junta-se agora a outros que Silviano Santiago já recebeu como o Jabuti 2017, o Prémio Oceanos em 2015, com o romance “Mil Rosas Roubadas”, e o segundo lugar do Prémio Oceanos, em 2017, com “Machado”, sobre Machado de Assis.

No ano passado, o Prémio Camões foi atribuído à escritora moçambicana Paulina Chiziane, autora de “Balada de Amor ao Vento” e “Ventos do Apocalipse”.

O Prémio Camões de literatura em língua portuguesa foi instituído por Portugal e pelo Brasil, com o objectivo de distinguir um autor “cuja obra contribua para a projecção e reconhecimento do património literário e cultural da língua comum”.

Segundo o texto do protocolo constituinte, assinado em Brasília, em 22 de junho de 1988, e publicado em novembro do mesmo ano, o prémio consagra anualmente “um autor de língua portuguesa que, pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum”.

O Prémio Camões foi atribuído pela primeira vez, em 1989, ao escritor Miguel Torga.

Em 2019, o prémio distinguiu o músico e escritor brasileiro Chico Buarque, autor de “Leite Derramado” e “Budapeste”, entre outras obras; em 2020, o professor e ensaísta português Vítor Aguiar e Silva (1939-2022).

O Brasil lidera a lista de distinguidos com o Prémio Camões, com 14 premiados cada, seguindo-se Portugal, com 13 laureados, Moçambique, com três, Cabo Verde, com dois, mais um autor angolano e outro luso-angolano.

A história do galardão conta apenas com uma recusa, exactamente a do luso-angolano Luandino Vieira, em 2006.

ND com Lusa

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