[FOTO DE ARQUIVO] Greek actress Irene Papas gestures as she stands next to Portuguese director Manoel de Oliveira,19 May at the top of the steps of the Palais des Festivals prior the screening of their film "Inquietude" (Anxiety). The film of the 90-year-old director is presented today out of competition at the 51st Cannes film festival. (ELECTRONIC IMAGE) (Photo by PATRICK HERTZOG / AFP)

A actriz grega Irene Papas, conhecida internacionalmente devido aos seus papéis em “Zorba, o Grego” e “Os Canhões de Navarone”, morreu hoje, aos 96 anos, anunciou o Ministério grego da Cultura.

Ao longo de uma carreira de mais de 50 anos, Irene Papas trabalhou tanto no cinema como no teatro, onde as suas interpretações a estabeleceram internacionalmente como a “grande dama do teatro grego” e um símbolo helénico da beleza e da cultura mediterrânica.

A actriz nasceu em 1926 numa aldeia perto de Corinto, mas mudou-se com a família para Atenas aos 7 anos, e aos 15 iniciou a sua carreira como actriz de rádio, cantora e dançarina.

Já na década de 1950 interpretou heroínas gregas, como Antígona no Teatro Nacional Grego e no grande ecrã, que lhe valeram a aclamação da crítica.

Actuou em mais de 70 filmes, mas a sua fama não foi catapultada para o palco internacional até às actuações em “Os canhões de Navarone” (1961), “Elektra” (1962) e “Zorba, o Grego” (1964).

A fama não a salvou do exílio. Em 1967, teve início uma ditadura militar na Grécia, que a actriz não aceitou, razão por que partiu primeiro para Itália e depois para Nova Iorque, juntamente com outros artistas.

Portrait taken in 1952 shows Greek actress Irene Papas smoking. (Photo by INTERCONTINENTALE / AFP)

Durante o exílio, tanto em Roma como em Hollywood, prosseguiu com o seu trabalho de actriz e colaborou com realizadores como Franco Zeffirelli, Franco Rossi e Costas Gavras.

Em Portugal, fez teatro e colaborou pontualmente com Manoel de Oliveira em títulos como “Party” (1996), “Inquietude” (1998) e “Um Filme Falado” (2003), que marcou a sua despedida do cinema.

Irene Papas teve um relacionamento amoroso com o actor Marlon Brando e, após a sua morte, confessou que era o amor da sua vida.

Após a queda da junta militar em 1974, Irene Papas pôde regressar ao seu país, e em 1995 foi condecorada com a insígnia da Ordem da Fénix, que lhe foi atribuída pelo então Presidente da República Helénica, Kostís Stefanópulos.

Em 2018, foi anunciado que a actriz sofria da doença de Alzheimer há cinco anos.

AL // TDI

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