Nora Back, Presidente da central sindical OGBL - FOTO DR/OGBL

“Que ano! No ano passado, ninguém poderia imaginar as dificuldades que todos viríamos a enfrentar em 2020. Além disso, também este final de ano não será como noutros anos.

Nesta quadra festiva, em que normalmente nos reunimos em família e com os amigos para relaxar e descansar, as festividades deste ano serão muito limitadas. Os restaurantes e os cafés encontram-se encerrados, e as reuniões de família têm sido apontadas como aceleradores das infeções. Nas escolas é o caos absoluto, mas sem pânico, porque na escola ninguém fica contaminado.

A única coisa que é fundamentalmente igual ao ano passado é o frenesim antes do Natal nos supermercados e nos centros comerciais. Desde o início do ano, as medidas anti-Covid já mudaram mais de 20 vezes. O que significa que, mesmo a nível jurídico, as vias de recurso possíveis tornaram-se um desafio. Manter a distância tornou-se o lema deste ano, no entanto, hoje, mais do que nunca, necessitamos de coesão e de solidariedade.

Olhando para trás, na primeira edição deste ano da revista da OGBL Aktuell, fizemos votos que 2020 fosse um ano cheio de vitórias sindicais. A OGBL é um dos poucos a ter mantido as suas resoluções de ano novo. Apesar de ter sido um ano cheio de incertezas, a OGBL tem sido um parceiro sólido com o qual se pode contar. Tem sido um ano muito intenso para a OGBL. Houve muitas batalhas travadas a nível nacional, estivemos presentes em todos os setores da economia para defendermos os interesses e os direitos dos trabalhadores. O acompanhamento individual diário dos nossos membros continuou também sem interrupção (apesar do confinamento).

Entre as muitas vitórias sindicais que obtivemos a nível nacional encontram-se, entre outras: a extensão das medidas de desemprego parcial e a garantia do salário social mínimo para os trabalhadores abrangidos por este; a introdução da licença extraordinária por razões familiares e da licença de apoio à família; a extensão do prazo para apresentação do certificado de incapacidade para o trabalho em caso de quarentena; a manutenção do direito de manifestação mesmo em períodos de restrição dos direitos fundamentais devido à covid-19; o aumento do subsídio de custo de vida; a defesa do nosso sistema de Segurança Social; a moratória sobre os aumentos das rendas; as numerosas medidas de proteção dos trabalhadores; e muito mais.

Além disso, foram evitados despedimentos em massa em muitos setores graças à OGBL. Alguns exemplos podem ser citados: a defesa do emprego e dos direitos sociais das convenções coletivas no setor da aviação, que só puderam ser mantidos graças aos esforços sindicais; as importantes negociações no seio da tripartida do setor da siderurgia; a ação sindical resoluta com a campanha nacional para manter os empregos no Comércio; a grande vitória da OGBL no conflito social na Guardian, que só foi possível graças à coragem, à determinação e à vontade dos trabalhadores da empresa que ameaçaram convocar uma greve… Sem esquecer o avanço no caso da Fundação Kräizbierg, onde os trabalhadores já podem respirar novamente após meses de mobilização.

No âmbito da nossa assistência individual aos membros, estivemos diariamente disponíveis para os trabalhadores, reformados e suas famílias que precisaram de ajuda durante este período difícil, e propusemos aconselhamento e apoio profissional, tanto jurídico como sindical e moral.

Este empenho sindical vai ser igualmente necessário no próximo ano, uma vez que a crise sanitária ainda não foi ultrapassada. O fim da pandemia é ainda incerto, o que coloca desafios a muitos níveis. Porque as consequências económicas da crise covid-19 estão a ser sentidas de forma ainda mais intensa atualmente, e trata-se agora de salvar empregos, evitar novos despedimentos coletivos e retardar – ou mesmo prevenir – o desemprego de longa duração. Porque os esforços coletivos para conter o vírus podem levar ao esgotamento coletivo. Porque, precisamente neste momento, é necessário evitar golpes baixos inúteis da parte do patronato. E por último, mas não menos importante, porque não foram só as empresas, mas também os agregados familiares que sofreram perdas financeiras significativas e atualmente as desigualdades sociais ameaçam crescer ainda mais. Neste sentido, o poder de compra deve ser ainda mais reforçado. Os mais frágeis da nossa sociedade não podem ser os grandes derrotados da crise.

A OGBL vai continuar a defender e a reforçar os seus direitos de participação tanto nas empresas como a nível nacional. É necessário organizar uma tripartida nacional (negociações entre o Governo, patronato e sindicatos), uma vez que as medidas de crise a curto prazo não são sustentáveis a longo prazo.

A partir de agora vamos igualmente defender de forma ainda mais veemente e firme a justiça fiscal que há muito tempo aguardamos. Também em matéria de alojamento, a OGBL vai continuar a lutar pelo direito à habitação no Luxemburgo. A urgência da crise climática e a necessidade de uma transição justa também não será esquecida em 2021. No próximo ano vamos continuar a lutar por mais justiça e menos desigualdades na nossa sociedade.

Enfrentaremos todos estes desafios juntos e com um empenho total. A OGBL continuará a defender os interesses de todos os trabalhadores e de suas famílias em 2021, com toda a sua força e com todos os meios de que dispõe. Estamos prontos e com força redobrada para enfrentar o futuro. Nesse sentido, desejo-vos um feliz e tranquilo Natal, e um Bom e Próspero Ano Novo 2021.”

Mensagem de Nora Back, Presidente da OGBL, na última edição da revista Aktuell da OGBL

Campanha de recrutamento de novos membros até 31 de janeiro

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A tarifa reduzida é válida a partir do mês de inscrição e durante os 11 meses seguintes. Depois de 12 meses de adesão, a quotização será elevada à tarifa normal. Beneficiará de todos os nossos serviços nas mesmas condições que todos os outros membros da OGBL. Esta ação promocional começou a 1 de outubro de 2020 e decorre até 31 de janeiro de 2021.

Tratamos os seus dados em conformidade com as disposições legais sobre a proteção dos dados e, claro está, não os transmitimos a terceiros.

 

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