Nora Back (OGBL), Patrick Dury (LCGB) e o primeiro-ministro Xavier Bettel, na 'tripartida' no Castelo de Senningen, 03.07.2020 - FOTO Xavier Bettel / Facebook

Estamos no Outono. O Outono e a sua tão esperada retoma económica, que deveria estar a acontecer agora. E mesmo se antes do Verão ainda esperávamos que a rentrée fosse este ano sinónimo de retoma, somos obrigados a constatar que a pandemia da Covid-19 ainda está bem presente.

Ainda não saímos da crise, nem de um ponto de vista sanitário, nem económico, nem social. Temos de aprender, de alguma forma, a viver com a SARS-Covid-19 e a encontrar o nosso caminho de regresso a algum tipo de normalidade.

Um caminho que não será fácil. Também não será possível sem a OGBL. Muito pelo contrário. Se queremos encontrar uma via política, económica e social para o nosso país, isso só pode ser feito em conjunto, no diálogo social entre as forças vivas, o Governo, o patronato e os trabalhadores. É o que leva a OGBL a apelar mais uma vez aos outros dois atores para se sentarem à mesa, na forma que já provou o seu valor no passado, a “Tripartida”.

A reorganização do mundo do trabalho, após as emergências, confinamentos e restrições dos últimos meses causado pela Covid-19, só pode ser feita de uma forma socialmente justa. Para evitar que surjam novas desigualdades na nossa sociedade, para evitar fraturas sociais profundas, para encontrar soluções que sejam apoiadas por todas as partes, para dar um verdadeiro impulso à economia e oferecer um futuro aos trabalhadores e suas famílias.

A OGBL vislumbra uma saída para esta crise – A NOSSA saída comum da crise. Isto significa um emprego para todos. Poder de compra para todos. Direito à habitação para todos. Justiça fiscal para todos. E uma segurança social forte para todos.

A habitação é uma urgência

A OGBL tem uma visão e exigências em cada uma destas matérias. A questão da habitação é, no entanto, sem dúvida, a mais urgente atualmente. Não só porque dois projetos de lei, que certamente não irão melhorar a situação, foram apresentados no Parlamento. Não só porque a questão da habitação está a tornar-se cada vez mais explosiva no Luxemburgo. Não só porque as rendas e os preços da habitação estão a aumentar exponencialmente, mesmo após a crise da Covid-19. Mas também porque todos tomaram agora consciência deste estado de emergência.

Os habitantes do Luxemburgo e das regiões fronteiriças estão a começar a defender-se. A raiva e a frustração da sociedade civil em relação a esta questão é mais forte do que nunca. Pessoas de diferentes origens, convicções políticas e condições sociais estão a juntar-se, a formar associações, a demonstrar a sua solidariedade, protestando, erguendo-se e manifestando-se!

A OGBL faz parte deste movimento. A 10 de outubro teve lugar na cidade do Luxemburgo uma primeira grande manifestação para denunciar a crise da habitação. E este movimento vai continuar e já não pode ser travado. A crise habitacional enfurece as pessoas. Porque, ao contrário da crise da Covid-19 ou da crise financeira de 2008, a crise habitacional não veio do exterior. Não, é inteiramente e totalmente fabricada no nosso país.

A responsabilidade desta crise é principalmente política, com os sucessivos governos que nada têm feito para resolver este problema. Permitiram que reinasse o livre mercado da concorrência, como se o solo sobre o qual construímos fosse uma mercadoria que pudesse ser reproduzida indefinidamente.

Assim, ano após ano, criou-se uma espiral que alargou o fosso entre os preços da habitação e a evolução dos rendimentos da população. Nada foi feito em relação à corrida ao lucro e à especulação. Pelo contrário, foram constantemente introduzidos benefícios fiscais escandalosos e até isenções fiscais para os super-ricos.

O tempo da inação acabou. Não aceitamos mais que a maioria da população se endivide para o resto da vida para ter um teto, enquanto alguns estão continuamente a ficar mais ricos graças à especulação imobiliária.

Esta crise afeta dezenas de milhares de lares. Priva cada vez mais pessoas do direito básico à habitação. Esta crise tem de parar imediatamente.

Isso exige que o Governo tome medidas anticrise de longo alcance. Esta é a forma de sair da crise. É isto que a OGBL espera do Governo.

Pelo nosso direito fundamental à habitação, por alojamentos a preços acessíveis, por uma política dinâmica de construção de habitações que permaneçam na mão pública. Pelo nosso poder de compra e para manter a coesão social no Luxemburgo.

Campanha para novos membros até 31 de janeiro

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A tarifa reduzida é válida a partir do mês de inscrição e durante os 11 meses seguintes. Depois de 12 meses de adesão, a quotização será elevada à tarifa normal. Beneficiará de todos os nossos serviços nas mesmas condições que todos os outros membros da OGBL. Esta ação promocional começou a 1 de outubro de 2020 e decorre até 31 de janeiro de 2021.

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=> A OGBL informa e explica. A OGBL é a n°1 na defesa dos direitos e dos interesses dos trabalhadores e dos reformados portugueses e lusófonos. Para qualquer questão, contacte o nosso Serviço Informação, Conselho e Assistência (SICA), através do tel. 26 54 37 77 (8h-17h). Até nova ordem e enquanto vigorarem as restrições relativas à pandemia da Covid-19, pedimos aos nossos membros para passarem nas nossas agências apenas quando têm marcação (rendez-vous). Para mais informações: www.ogbl.lu.

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