Por causa da pandemia da Covid-19, a central sindical OGBL e a FSPL (Friddens- a Solidaritéitsplattform Lëtzebuerg, i.e. Plataforma para a Paz e a Solidariedade do Luxemburgo) tiveram de adiar a edição 2020 da Marcha da Paz para o sábado, 20 de junho de 2020, dia em que a ONU assinala o Dia Mundial do Refugiado das Nações Unidas. A Marcha pela Paz 2020 terá lugar em Esch-sur-Alzette, na Place de l’Hôtel de Ville, com início previsto para as 15h30.

A natureza global da pandemia tornou claro que é necessária uma nova direção na organização das relações internacionais, que devem basear-se na solidariedade e na coordenação entre nações, e não na concorrência, em acusações mútuas ou mesmo no confronto aberto. No entanto, a crise do coronavírus tem sido objeto de diferendos, sobretudo entre os EUA e a China, que, a par de uma corrida ao armamento cada vez mais exacerbada, está a ser cada vez mais comparada a uma nova guerra fria.

Ao mesmo tempo, perdeu-se de vista a crise dos refugiados devido à pandemia, mas esta não perdeu em nada a sua intensidade, as populações de refugiados são, aliás, particularmente vulneráveis no contexto da propagação do vírus.

Há 75 anos, a Europa foi libertada da guerra e do fascismo, que fizeram inúmeras vítimas. A guerra, o racismo e o fascismo são, uma vez mais, uma atualidade ameaçadora. Os organizadores da Friddensmarsch 2020 (Marcha pela Paz 2020), e todas as pessoas e organizações que apoiam esta iniciativa vão continuar a opor-se sistematicamente a estas tendências.

Por último, saliente-se que as alterações climáticas e o armamento militar estão intimamente ligados. A OGBL e a FSPL apoiam as manifestações de massa e as exigências de muitas pessoas para que seja finalmente implementada uma política coerente de proteção do clima.

A OGBL e a FSPL exigem:

  • O reforço das Nações Unidas e da OSCE.
  • A interdição mundial de todas as armas nucleares.
  • Negociações multilaterais sobre o controlo das armas e o desarmamento.
  • Aplicação vigorosa do Acordo de Paris sobre o Clima.

Face às crescentes tensões políticas e sociais internas e nas fronteiras da UE, a nova Presidente da Comissão Europeia aposta na expansão dos meios de defesa europeus, para além dos meios militares dos Estados-membros, para defender os interesses económicos dos mesmos.

A OGBL e a FSPL reivindicam:

· Uma política europeia de vizinhança que promova o desenvolvimento institucional, social e económico dos países vizinhos.

· Como solução de emergência a curto prazo, rotas de fuga seguras para as vítimas da globalização neoliberal, cujos efeitos são a guerra pelos recursos, as alterações climáticas e a injustiça social.

· O chamado Acordo de Dublim deve ser renegociado. O direito europeu e a empatia devem ser os princípios de uma política de refugiados da UE.

· De acordo com os seus valores fundadores, a UE deve defender uma política comercial mundial justa, social e sustentável. A recente votação na Câmara dos Deputados sobre os acordos de livre-comércio com o Canadá e Singapura foi uma decisão contrária a este objetivo.

· Uma reorientação do orçamento sempre crescente da UE em matéria de criação de um Exército da UE, para programas de prevenção de conflitos, bem como uma parceria nos domínios social, ecológico e económico, inspirada nos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

Desde o início do seu mandato, o Presidente dos EUA tem exigido aos Estados da UE que gastem mais em armamento para a aliança militar da NATO. Cerca de 2% do PIB dos respetivos Estados é apresentado como uma obrigação, embora a Declaração do País de Gales da NATO apenas preveja uma declaração de intenções. No entanto, esta declaração de intenções também parece suficiente ao Governo luxemburguês para decidir aumentos substanciais do orçamento militar, ano após ano.

A OGBL e a FSPL exigem:

· O desarmamento e não o rearmamento, o Luxemburgo deve opor-se claramente aos objetivos da NATO em matéria de armamento.

· Contra a loucura nuclear: o Luxemburgo deve assinar e ratificar a proibição global das armas nucleares da ONU.

· Face à explosão dos custos, o Estado luxemburguês deve pôr um termo definitivo ao projeto de satélite militar.

· O Governo deve igualmente cancelar a aquisição prevista do avião militar de reabastecimento A330 MRTT.

· Tendo em conta a despesa pública substancial que será necessária para assegurar uma rápida recuperação económica, manter o emprego e apoiar o poder de compra dos trabalhadores com salários baixos e médios, as despesas com armamento devem ser reorientadas para outras rubricas orçamentais, tais como o sistema de saúde, a habitação, a educação, a investigação e a luta contra a pobreza e as desigualdades.

A OGBL continua ao seu serviço

Lembramos que mesmo nesta situação de crise, a OGBL continua ao seu serviço pelo tel. 2 65 43 777 (8h-12h e 13h-17h, de segunda a sexta-feira) ou pelo email: info@ogbl.lu . Se nos escrever, lembre-se de indicar no seu mail o seu número de membro, o seu primeiro e último nome e a sua data de nascimento. Para recuperação das declarações de impostos basta ligar-nos e ser-lhe-á indicado quando a pode e deve vir recuperar.

  • => A OGBL informa e explica. A OGBL é a n°1 na defesa dos direitos e dos interesses dos trabalhadores e dos reformados portugueses e lusófonos. Para qualquer questão, contacte o nosso Serviço Informação, Conselho e Assistência (SICA), através do tel. 26 54 37 77 (8h-12h/13h-17h).

 

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