Recentemente, famílias de residentes do Centro para Deficientes Visuais “Blannenheem”, situado em Rollingen-Mersch, manifestaram-se publicamente para denunciar a gestão do estabelecimento e a degradação constante da qualidade dos serviços prestados aos seus familiares.

As famílias consideram que a direção daquele centro dá prioridade apenas aos aspetos financeiros e que os residentes são tratados como objetos e não como pessoas.

O Departamento dos Trabalhadores com Deficiência (DTH) da OGBL chama a atenção para o facto que tais práticas inaceitáveis têm vindo a multiplicar-se nos últimos anos em numerosos estabelecimentos que acolhem pessoas portadoras de deficiência e que o centro para deficientes visuais de Rollingen está, portanto, longe de ser um caso isolado.

O DTH observa e denuncia há vários anos uma evolução preocupante no seio dos estabelecimentos para pessoas deficientes de uma gestão mais apropriada a uma empresa, na qual apenas o lucro é o objetivo perseguido. O aspeto financeiro parece ser mais importante do que o aspeto humano e que a qualidade dos cuidados prestados.

O DTH-OGBL faz questão de frisar que não põe em questão o trabalho e o empenho dos trabalhadores dessas instituições, que sofrem eles mesmos de falta de condições satisfatórias para exercerem a sua profissão.

O DTH denuncia ainda o facto que ao integrarem este tipo de estabelecimentos, as pessoas deficientes perdem uma parte dos seus direitos fundamentais de cidadãos, já que deixam de poder ter liberdade de movimento, deixam de poder escolher o seu médico, não podem recusar um tratamento e nem sempre são informados da natureza da medicação que lhes é ministrada.

A pandemia da Covid-19 veio restringir a liberdade de todos os cidadãos, mas nestes estabelecimentos a situação agravou-se ainda mais: cada residente só pode receber uma a duas visitas por mês, e isto até ao fim do ano, o que é atrozmente difícil do ponto de vista humano.

Para evitar este tipo de decisões arbitrárias por parte das direções dos centros, o DTH reivindica há anos um verdadeiro direito de controlo e vigilância por parte dos residentes, das suas famílias e do pessoal responsável pelas condições de vida nestas estruturas de acolhimento.

O DTH reivindica igualmente que qualquer autorização, concedida pelo Estado a um estabelecimento que possa acolher pessoas com deficiência, seja condicionada à obrigação vinculativa para a instituição em questão (sob pena de perder a sua autorização) de respeitar a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas Portadoras de uma Deficiência.

A OGBL continua ao seu serviço

Lembramos que mesmo nesta situação de crise, a OGBL continua ao seu serviço pelo tel. 2 65 43 777 (8h-12h e 13h-17h, de segunda a sexta-feira) ou pelo email: info@ogbl.lu . Se nos escrever, lembre-se de indicar no seu mail o seu número de membro, o seu primeiro e último nome e a sua data de nascimento. Para recuperação das declarações de impostos basta ligar-nos e ser-lhe-á indicado quando a pode e deve vir recuperar.

=> A OGBL informa e explica. A OGBL é a n°1 na defesa dos direitos e dos interesses dos trabalhadores e dos reformados portugueses e lusófonos. Para qualquer questão, contacte o nosso Serviço Informação, Conselho e Assistência (SICA), através do tel. 26 54 37 77 (8h-12h/13h-17h).

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