Assinala-se hoje, 11 de setembro de 2019, o 18° aniversário dos atentados do “11 de setembro”, em Nova Iorque, Washington e Pensilvânia, no Estados Unidos da América.

Os atentados que mudaram o mundo fizeram cerca de três mil mortos naquela trágica manhã de 11 de setembro de 2001.

Nos ataques suicidas, coordenados pela organização fundamentalista islâmica al-Qaeda, dezanove terroristas sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros.

Dois embateram nas Torres Gêmeas, do complexo empresarial do World Trade Center, em Nova Iorque. O primeiro atingiu a torre norte do World Trade Center às 08:46 locais (13:46 em Portugal, 14:46 no Luxemburgo).

Pouco depois, o segundo avião embateu na torre sul do World Trade Center às 09:03 locais.

Às 09:05, o presidente norte-americano, George W. Bush recebe a notícia do segundo embate.

 

Ambos os prédios desmoronaram duas horas após os impactos, matando milhares de pessoas, destruindo edifícios vizinhos e causando vários outros danos.

O terceiro avião de passageiros colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, enquanto o quarto avião caiu em um campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois de alguns de seus passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da aeronave dos sequestradores.

Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.

Quase três mil pessoas morreram durante os ataques, incluindo os 227 civis e os 19 sequestradores a bordo dos aviões.

A esmagadora maioria das vítimas eram civis, incluindo cidadãos de mais de 90 países.

 

No seguimento destes ataques, os Estados Unidos responderam com o lançamento da Guerra ao Terror: o país invadiu o Afeganistão para derrubar o Taliban, que abrigou os terroristas da al-Qaeda, e o Iraque como retaliação.

Os Estados Unidos também aprovaram o USA PATRIOT Act. Muitos outros países também reforçaram a sua legislação antiterrorismo e ampliaram os poderes de aplicação da lei.

O mundo nunca mais foi o mesmo. Aeroportos de todo o mundo mudaram regras de segurança para que nada igual voltasse a acontecer.

Bin Laden, o líder da al-Qaeda, tido como mentor do ataque há muito que foi abatido.

 

Suspeitos de organizarem ataques julgados em janeiro de 2021

 

O julgamento de cinco homens que enfrentam a pena de morte por alegadamente serem organizadores do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, vai começar em 11 de janeiro de 2021.

Segundo o jornal New York Times, entre os cinco homens suspeitos está Khalid Shaikh Mohammed, considerado o cérebro do 11 de setembro, que causou cerca de três mil mortos.

Khalid Shaikh Mohamed foi detido em 2003 e está, desde 2006, na base militar de Guantánamo (Cuba).

Khalid Shaikh Mohammed, considerado um dos cérebros do 11 de Setembro.
Khalid Shaikh Mohammed, considerado um dos cérebros do 11 de setembro, depois de detido pelas autoridades

O juiz Shane Cohen, da Força Aérea, decidiu a data em que o júri militar será selecionado numa base localizada em Cuba, de acordo com uma ordem que inclui um calendário para o início do processo judicial em janeiro de 2021.

O calendário do juiz militar define a data de 01 de outubro como o prazo final para os procuradores entregarem uma lista de informações aos advogados de defesa.

Os cinco alegados envolvidos no processo judicial foram acusados em 05 de maio de 2012, numa sala especial de segurança nacional num tribunal de Guantánamo.

Esta é a primeira vez que um juiz estabelece uma data de início para o julgamento, apesar de pedidos dos procuradores desde 2012 a dois magistrados anteriores.

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