A situação continua a ser considerava “grave”, mas o estado de saúde do vice-primeiro-ministro e ministro da Justiça do Luxemburgo, Félix Braz, está a melhorar e o político “já não corre perigo de vida”.

A informação foi dada esta sexta-feira pelo primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, durante uma conferência de imprensa, após o Conselho de Ministros desta manhã.

 

 

O boletim clínico de Félix Braz tem evoluído favoravelmente, sendo que “as máquinas de oxigénio foram desligadas” e há, por isso, “optimismo”, explicou Bettel.

No entanto, o caso continua a ser considerado “grave”, sendo que o lusodescendente “está em coma induzido”, em estado de “consciência mínima”.

Félix Braz foi acometido de um enfarte de miocárdio no passado dia 22 de agosto, na Bélgica, onde estava a passar férias.

Entretanto, o Governo decidiu hoje fazer uma “transferência temporária de competências ” para a ministra Sam Tanson, que acumulará a pasta da Justiça ao ministérios que já tutela: Habitação e Cultura.

Apesar da situação, “Félix Braz foi, é e será membro deste Governo”, sublinhou Xavier Bettel que voltou a apelar ao “respeito pela vida privada do ministro e da família”.

QUEM É FÉLIX BRAZ?

Militante do partido ecologista Déi Gréng (Os Verdes), Félix Braz, 53 anos, nascido em Differdange, é filho de imigrantes portugueses radicados no Luxemburgo, da zona de Castro Marim, no Algarve. A mãe é de Vale do Pereiro, o pai – já falecido – era das Furnazinhas.

Félix Braz foi o primeiro vereador e o primeiro deputado eleito de origem portuguesa no Grão-Ducado.

Em dezembro de 2013, tornou-se o primeiro lusodescendente a assumir o cargo de ministro no Luxemburgo (pasta da Justiça), no governo de coligação (DP, LSAP, Déi Gréng).

No actual governo, também de coligação (DP, LSAP e Déi Gréng), Félix Braz assume o cargo de vice-primeiro-ministro e ministro da Justiça.

O embaixador de Portugal no Luxemburgo, António Gamito, reuniu com o vice-primeiro-ministro do Luxemburgo, o lusodescendente Félix Braz. 21.01.2019 – Fonte: Embaixada de Portugal no Luxemburgo

 

O que é coma induzido e quando é necessário?

O coma induzido é uma sedação profunda que é feita para ajudar a recuperação de um paciente que está muito grave, como pode acontecer após um AVC, trauma cerebral, enfarte ou em doenças pulmonares.

Segundo um artigo da médica brasileira de clínica geral, Drª. Elaine Aires, este tipo de sedação é feito por medicamentos, como os utilizados na anestesia geral, e por isso, a pessoa pode acordar após horas ou dias, quando o paciente estiver se recuperando ou o médico achar aconselhável. Desta forma, o coma induzido é diferente do coma provocado por doenças, pois o último não é previsível e não depende do controle do médico.

O coma induzido é um tipo de sono profundo provocado por medicamentos sedativos, pode ser necessário quando o paciente tem um quadro de saúde muito grave ou delicado, como:

– Traumatismo craniano, causado por acidentes ou quedas.

– Crise epilética que não melhora com medicamentos;

– Doença cardíaca grave, devido a enfarte, insuficiência do coração ou arritmias, por exemplo.

– Insuficiência grave dos pulmões, causada por pneumonia, enfisema ou cancro, por exemplo;

– Após uma cirurgia complicada, como a cirurgia cerebral, cardíaca ou após algum acidente grave;

Nestes casos, o coma é induzido para que o cérebro e corpo tenham maiores chances de se recuperar, já que o organismo vai poupar energia por não estar ativo, além de que e a pessoa não sentirá dores ou desconfortos por causa da condição grave.

Como é feito e quanto tempo dura

O coma induzido é provocado por medicamentos sedativos com efeito que pode durar por horas, dias ou semanas, até que seja interrompido devido a melhora do quadro clínico do paciente ou para que o médico possa realizar avaliações clínicas.

O tempo para acordar também varia de acordo com a metabolização do remédio pelo organismo da pessoa.

Além disso, a recuperação do paciente depende de cada caso, portanto, se a pessoa irá sobreviver ou ter sequelas, dependerá do tipo da doença, da gravidade e das condições de saúde da pessoa, influenciadas por questões como idade, condições de nutrição, uso de medicamentos e gravidade da doença.

Possíveis riscos do coma induzido

Como a sedação é realizada por medicamentos anestésicos, semelhantes ao que se usa na anestesia geral, algumas complicações podem acontecer, como:

– Alergia ao princípio activo da medicação;

– Redução dos batimentos cardíacos;

– Paragem respiratória.

Estas complicações são evitadas com a monitorização contínua dos dados vitais do paciente e constante avaliação médica.

Além disto, o quadro de saúde de um paciente que precisa do coma induzido costuma ser grave, e o risco da sedação é menor do que o risco da própria doença.

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