Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) revela que “há falta de transparência” nos critérios de atribuição de habitação social no Luxemburgo e que há casas atribuídas a inquilinos com “rendimentos mais elevados”, revela o Conctato.

De acordo com o jornal semanário em língua portuguesa, que cita o relatório da OCDE, “a oferta de alojamentos sociais não está suficientemente definida e não parece proteger as famílias com rendimentos mais modestos contra a penúria de habitação acessível ou contra a segregação sócio-económica”.

O organismo, liderado por Angel Gurría, revela que as rendas das casas destinadas a habitação social são “30% inferiores aos valores praticados no mercado privado”, e que os critérios de admissão “não são definidos com precisão”.

O relatório fala em “falta de transparência” e sublinha que “a igualdade no acesso ao alojamento social não está assegurada”.

Segundo o relatório, mais de 20% dos inquilinos do parque habitacional social situava-se, em 2014, nos dois escalões de rendimento mais elevados, contra os 10% encontrados para os países da OCDE melhor classificados.

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