O primeiro-ministro, António Costa, acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto santos Silva, e pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, durante o debate sobre o estado da nação, o último sobre o estado da nação na presente legislatura, na Assembleia da República, em Lisboa, 10 de julho de 2019. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O primeiro-ministro afirmou que um dos objectivos do seu Governo foi enfrentar o desafio demográfico e anunciou que os resultados verificados em 2018 permitem concluir que a sustentabilidade da Segurança Social pública foi “alargada em mais 22 anos”.

“Posso hoje anunciar que, encerradas as contas de 2018, já alargámos a sustentabilidade da Segurança Social em mais 22 anos”, declarou António Costa no discurso de abertura do debate sobre o estado da nação na Assembleia da República.

Segundo o líder do executivo, na última legislatura o seu Governo esteve “focado no futuro, dando prioridade a grandes desafios estratégicos como o desafio demográfico, as alterações climáticas, o desafio da sociedade digital ou a sustentabilidade da Segurança Social”.

“Nesta dimensão estratégica temos resultados: A UNICEF considerou que Portugal tem, a par da Suécia, a Noruega, a Islândia e a Estónia, uma das melhores políticas de apoio à família entre 31 países desenvolvidos”

Ainda de acordo com o primeiro-ministro, o painel da União Europeia sobre inovação registou os progressos de Portugal, colocando o país “como líder nas pequenas e médias empresas inovadoras e a décimas de ser reclassificado como um país fortemente inovador”.

“Segundo a Comissão Europeia, Portugal foi o país da União Europeia que no ano passado mais reduziu as emissões de CO2, uma redução que foi mesmo a tripla da média”, acrescentou.

 

Vieira da Silva aponta reforço de 1,3 mil ME do fundo de Segurança Social até fim do ano

 

O ministro do Trabalho defendeu hoje que “este não foi um Governo de opções fáceis”, apontando como exemplo o reforço de 1,3 mil milhões de euros do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social até final do ano.

“Saber que é hoje possível afirmar com segurança que, até final do ano, será possível reforçar o fundo em mais de 1,3 mil milhões de euros é um sinal acrescido de confiança em todos nós”, afirmou o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, numa intervenção no debate do estado da nação.

Para Vieira da Silva, este reforço “fará seguramente desta legislatura aquela em que mais se reforçou” este fundo desde a sua existência, já tendo sido ultrapassados em março os 18 mil milhões de euros de activos.

“Ao contrário do que afirmava o coro dos profetas da desgraça, este Governo não foi um governo de opções fáceis como se não houvesse amanhã. Esta também é a realidade do estado da nação”, considerou.

 

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