A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos manifestaram “preocupação” com uma eventual subida dos ‘stocks’ mundiais de petróleo, apesar das quedas de produção na Venezuela e no Irão.

Na abertura de uma reunião da OPEP, num momento de tensões no Golfo, os dois grandes produtores defenderam que não há razões para aumentos da produção.

“Vemos os stocks a aumentarem”, disse o ministro da Economia saudita , Khaled al-Faleh Jeddah, na Arábia Saudita, no inicio do encontro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), em que participam outros grandes produtores, como a Rússia.

“Nenhum de nós quer ver os stocks novamente a aumentar, temos de ser cautelosos”, acrescentou, referindo-se à situação no final de 2018 que levou a uma quebra acentuada do preço do “ouro negro” no mercado internacional.

A Arábia Saudita é o maior exportador mundial de petróleo.

A reunião da OPEP está a decorrer num cenário de crescentes tensões no Golfo Pérsico e uma guerra psicológica entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão.

Também membros da OPEP, os iranianos, cujas exportações de petróleo estão duramente atingidas pelas sanções dos EUA, não compareceram na reunião.

Contudo, o Irão deverá ser o foco das discussões, depois de ataques contra um oleoduto da Arábia Saudita, reivindicado por rebeldes iemenitas apoiados por Teerão. Estes ataques ocorreram poucos dias depois de “actos de sabotagem” não reclamados na região do Golfo que afectaram também petroleiros sauditas.

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