A actriz norte-americana Doris Day, conhecida pela participação em filmes como “Pijama para Dois” e “O Homem que Sabia Demais”, morreu hoje, aos 97 anos, na sua casa em Carmel Valley, Califórnia, anunciou a sua fundação.

Segundo a Doris Day Animal Foundation, a actriz, “que se encontrava acompanhada dos seus amigos mais próximos, beneficiou das melhores condições físicas, para a sua idade, até ter contraído uma pneumonia, recentemente”.

Nascida em Cincinnatti, nos Estados Unidos, em 03 de abril de 1922, descendente de imigrantes alemães, Doris Day – Doris Mary Kappelhoff – participou em mais de 60 filmes e séries de televisão, ao longo de quase quatro décadas, afirmando-se entre as mais conhecidas actrizes e cantoras dos chamados “anos de ouro de Hollywood”, após a II Guerra Mundial.

Doris Day estreou-se no cinema em “Romance no Alto Mar”, um musical de Busby Berkeley e Michael Curtiz (o realizador de “Casablanca”), de 1948, em que cantou canções como “Put’em in a Box”, “It’s Magic” e “I’m in Love”. Day vinha da rádio, onde se destacara durante a década anterior, como cantora.

Em 1949, chegaria a cabeça de cartaz, em “Mademoiselle Fifi”, comédia dirigida por David Butler, realizador na origem de um dos sucessos decisivos na afirmação da actriz: “Chá para Dois”, de 1950, e a sua canção homónima, “Tea for Two”, que se tornou um clássico.

A partir de então, Doris Day protagonizou filmes como “Por Favor Não Comam os Malmequeres”, “Conversa de Travesseiro”, “Amor de Jornalista”, “Não me Mandem flores”, “A Mais Linda Rapariga do Mundo”, “Pijama para Dois”, “Ama-me ou Esquece-me”, “Duas Mulheres, Dois Destinos” e “Sombras na Cidade”, sem esquecer “Calamity Jane” – que considerou o seu filme preferido, à Hollywood Reporter -, trabalhando com atores como James Stewart, James Garner e Rock Hudson, e realizadores como Alfred Hitchcock, George Abbott e Stanley Donen.

A sua atuação no filme de espionagem “O Homem que Sabia Demais”, de Hitchcock, em 1956, deu-lhe a canção “Che Sera Sera (Whatever Will Be, Will Be)”, um dos maiores sucessos da sua carreira, recorretenmente citada em produções mais recentes como “Julie & Julia” e “Frankie and Johnny”.

Na televisão distinguiu-se com o The Doris Day Show, uma série de comédia que protagonizou durante mais de 120 episódios, do final dos anos de 1960 a 1973, altura em que abandonou a representação.

Em 1978, criou a Doris Day Animal Foundation, para defesa dos direitos dos animais, que dirigiu até perto da morte.