“O balanço foi positivo”. As palavras do Embaixador de Portugal no Luxemburgo, António Gamito, não escondem o contentamento do diplomata pela forma como decorreram as Permanências Sociais entre 1 e 4 de abril no Luxemburgo.

A iniciativa juntou responsáveis do Centro Nacional de Pensões de Portugal (CNP) e da Caixa Nacional de Pensões do Luxemburgo (CNAP) para começarem a resolver os atrasos nas reformas dos imigrantes portugueses.

 

Elementos da Segurança Social luxemburguesa e da congénere portuguesa. FOTO DR

 

“Foram atendidas cerca de 240 pessoas. Mais beneficiários viram os seus problemas resolvidos, sobretudo no que diz respeito à contagem dos períodos contributivos e à entrega do modelo E205, ou ainda no plano de pedidos de informação sobre cálculos de futuras pensões. Contudo, a situação ainda é insuficiente se pensarmos no que ainda temos que fazer no plano das pensões por velhice, invalidez e sobrevivência. Temos que nos concentrar agora nelas”, disse, ao LUX24, António Gamito.

O Embaixador português defende a realização de novas Permanências Sociais ainda este ano, mas “após as eleições”.

“Defendo e, nesse quadro, pedi autorização a Lisboa para podermos fazer uma segunda edição das permanências sociais bem preparadas e mais direccionadas no final do corrente ano. Tenho o dever de propor, mas como já disse, não sou eu que decido”, sublinhou o diplomata.

 

Elementos da Segurança Social luxemburguesa e da congénere portuguesa. FOTO DR

 

As Permanências Sociais foram anunciadas em fevereiro pelo Secretário de Estados das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, na tentativa de solucionar os 460 casos urgentes, dos cerca de 1.700 processos entregues na Segurança Social luxemburguesa à espera de resposta da congénere portuguesa.

“Uma palavra ainda para a excelente cooperação existente com a CNAP luxemburguesa e para o excelente trabalho produzido pelos técnicos do Centro Nacional de Pensões que aqui se deslocaram e sublinhar o facto de, pela primeira vez, se ter deslocalizado o atendimento para fora da cidade do Luxemburgo, indo ao encontro dos cidadãos que ali [em Esch/Alzette] residem e trabalham”, rematou António Gamito.

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