Ramsés Nunes, historiador brasileiro e activista musical.

Os interesses que norteiam o conflito da Venezuela não estão restritos unicamente a uma política autoritária, embora passível de investigação isenta, que possa ser atribuída a Nicolás Maduro.

Existe uma crise humanitária? Sim existe.

Mas também existe um mal-estar não disfarçado, na cobiça que se lança em direção aos barris de petróleo do país sul-americano.

Esse sim, um recurso plausível para um conflito, no qual sofrem os civis, como “bucha de canhão”.

É imprescindível que instituições internacionais possam também questionar que um líder do legislativo, com francos interesses no estrangeiro, especialmente simpático à venda do património venezuelano, se alto proclame presidente.

Nem o diabo, nem o demónio: todos os venezuelanos perdem.

Ramsés Nunes, historiador brasileiro e activista musical, escreve às quartas no LUX24.